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A medida abrange 25 programas e procura preparar os estudantes para um mercado em que a tecnologia já está a transformar processos, funções e modelos de trabalho, sem perder de vista aquilo que distingue o trabalho criativo: pensamento crítico, conceptualização e capacidade de decisão.
O Faculdade de Design, Tecnologia e Comunicação da Universidade Europeia (IADE) vai integrar, a partir de 2026/2027, uma nova unidade curricular de Inteligência Artificial Aplicada em todas as licenciaturas presenciais e na maioria dos mestrados presenciais, tornando‑se a primeira escola criativa em Portugal a adotar a IA de forma transversal na sua oferta académica.
A integração da IA nas indústrias criativas tem alimentado o debate sobre o impacto da tecnologia na autoria e nos perfis profissionais. Nesse sentido, o IADE assume um posicionamento claro: a Inteligência Artificial deve ser encarada como uma ferramenta ao serviço dos criativos, capaz de potenciar a experimentação, otimizar tarefas e libertar tempo para as dimensões em que o contributo humano acrescenta mais valor. A formação pretende, por isso, ensinar não apenas a utilizar estas ferramentas, mas também a compreender o seu potencial, os seus limites e as implicações de uma utilização crítica e responsável.
A nova unidade curricular será introduzida no primeiro ano dos programas abrangidos, garantindo que todos os estudantes têm contacto com a IA desde o início do percurso académico. As alterações aos planos de estudo aplicam‑se aos alunos que ingressem no primeiro ano em 2026/2027 e, nesta fase, estão circunscritas ao ensino presencial, não abrangendo ainda os cursos online, lê-se num comunicado enviado às redações.
Com esta mudança, o IADE pretende reforçar o seu papel na relação entre criatividade e tecnologia, assegurando que o contacto com a IA não fica limitado às áreas estritamente tecnológicas, mas passa a integrar de forma transversal a formação dos futuros profissionais criativos.
A abordagem acompanha a evolução das competências exigidas pelo mercado e procura dar aos estudantes ferramentas para trabalhar com a IA de forma consciente, informada e orientada para a criação de valor.
Carlos Rosa, diretor do IADE, sublinha que “nas áreas criativas, a Inteligência Artificial deve ser uma ferramenta para ampliar as possibilidades de quem cria, e não um substituto da criatividade”. Para o responsável, integrar estes conteúdos logo no início do percurso académico significa preparar profissionais capazes de trabalhar com a tecnologia “de forma crítica, responsável e consciente”.
Esta evolução enquadra‑se no modelo de ensino do IADE, assente na experimentação, na aprendizagem através de desafios e na proximidade às empresas e às indústrias criativas. A atualização dos planos de estudo procura aproximar a formação das mudanças que já estão a acontecer no mercado, dando aos estudantes contacto, desde o primeiro ano, com ferramentas e abordagens que farão parte do seu futuro profissional, reforçando em simultâneo a centralidade da criatividade, do pensamento crítico e da responsabilidade no processo de aprendizagem.
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