
Newsletter
Pesquisa

A investigação conclui que os modelos de trabalho flexíveis assumem um papel cada vez mais determinante na competição por profissionais com competências em áreas como inteligência artificial (IA), análise de dados e programação.
O trabalho híbrido ultrapassou o salário como principal estratégia das empresas para atrair talento tecnológico, segundo um estudo da International Workplace Group (IWG).
De acordo com o estudo, 37% das empresas apontam o trabalho híbrido como o principal fator para competir pelo talento tecnológico, à frente dos salários competitivos (35%). Além disso, 78% dos líderes empresariais consideram que as organizações que oferecem modelos de trabalho híbridos têm uma vantagem clara no recrutamento.
A retenção de talento segue a mesma tendência. Mais de dois terços (68%) dos responsáveis inquiridos afirmam que um salário competitivo já não é suficiente para manter os melhores profissionais tecnológicos. Entre os trabalhadores da área com menos de 30 anos, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e a flexibilidade são apontados como os aspetos mais valorizados da cultura empresarial (42%), à frente da remuneração (30%).
O estudo destaca ainda que as competências tecnológicas estão a ganhar peso na progressão para cargos de liderança. Mais de quatro em cada cinco líderes (83%) consideram que conhecimentos em IA, análise de dados e programação são fundamentais para assumir funções de gestão, enquanto 22% afirmam valorizar essas competências acima de um diploma universitário.
A crescente procura por este perfil de profissionais está também a alterar os percursos de carreira. Quase um quarto das empresas (23%) afirma promover profissionais de tecnologia com menos de 30 anos para cargos de liderança mais cedo do que acontecia tradicionalmente, uma percentagem que sobe para 45% entre organizações lideradas por membros da Geração Z.
Segundo a IWG, metade das empresas reporta dificuldades em encontrar candidatos com as competências necessárias. Em Portugal, o estudo cita dados da ManpowerGroup que indicam que 84% dos empregadores enfrentam dificuldades no recrutamento, sendo as áreas de IT e Data das mais afetadas pela escassez de talento.
Citado em comunicado, Mark Dixon, fundador e Executive Chairman da IWG, afirma: “A mensagem dos líderes, e, em particular, das gerações mais jovens é clara: as empresas que não integrarem o trabalho híbrido na sua cultura arriscam ficar para trás na corrida por talento tecnológico e no acesso às competências de que precisam para se manterem competitivas”.
Artigos Relacionados
fechar

O melhor do jornalismo especializado levado até si. Acompanhe as notícias do mundo das marcas que ditam as tendências do dia-a-dia.
Fique a par das iniciativas da nossa comunidade: eventos, formações e as séries do nosso canal oficial, o Brands Channel.