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A opinião de Luciana Cani
Silenciosamente bem-sucedido
2 de Junho de 2021
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Silenciosamente bem-sucedido
Luciana Cani
Executive Creative Director da Saatchi Tokyo

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Uma das coisas que percebi quando comecei a trabalhar no Japão foi a forma como as pessoas aqui lidam com o silêncio. Há um espaço de tempo entre uma pergunta e uma resposta que certamente criaria algum desconforto em outras partes do mundo. 

 

No início, eu mesma tentava preencher os momentos de pausa prolongada, mas depois percebi que isto faz parte da cultura daqui. Há um tempo para absorver, digerir e só então colocar um ponto de vista. 

Hoje em dia, muito mais adaptada a esse ritmo no trabalho, além de achar este comportamento extremamente profissional também o acho respeitoso. Não há pessoas se interrompendo para expor uma opinião mesmo quando os pontos de vista são opostos. 


Porém, o mais interessante é que nem todo mundo sente a necessidade de falar nas reuniões. As pessoas falam quando tem algo para dizer e quando ficam caladas, isso não é interpretado como falta de engajamento ou mesmo de entendimento.


O Japão é com certeza o primeiro lugar que me proporciona uma experiência assim. No ocidente, falar durante as reuniões é fundamental para se fazer presente e importante.


Por muito tempo eu me acostumei com a ideia de que ter voz num projeto é o mesmo que ter voz alta. 

O ocidente valoriza quem fala. O silêncio incomoda e o profissional que se destaca é aquele que com mais facilidade se expressa. 


E como essa situação se apresenta para profissionais introvertidos? Será que eles têm o mesmo destaque dentro de uma empresa?


A americana Susan Cain e autora do livro “Quiet: The Power of Introverts in a World That Can't Stop Talking” enfatiza que a cultura ocidental criou o mito de que o ideal é ser extrovertido. No livro, a autora explica que se um introvertido se sente pressionado a agir do modo oposto, isso pode causar estresse além de exaustão mental e física.


Neste sentido, o Japão nos ensina que numa cultura onde o silêncio não gera desconforto, um profissional introvertido tem muito mais espaço e tranquilidade para trabalhar ao seu modo.


Se não podemos mudar a cultura do ocidente, podemos sim como líderes, ter a empatia de entender que cada profissional tem um modo distintos de atuar.


Desenvolver uma cultura no trabalho que não beneficia um tipo específico de personalidade é importante. Afinal somos todos profissionais com inseguranças em certas áreas, buscando ter o nosso valor reconhecido e o nosso contributo apreciado, independente do que a nossa personalidade possa favorecer ou não.



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