SIC quer ser “A Casa” numa nova temporada cada vez mais transversal. Saiba as novidades

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SIC quer ser “A Casa” numa nova temporada cada vez mais transversal. Saiba as novidades
10 de Setembro de 2026
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Ficção, entretenimento e informação continuam a estar no centro da oferta, mas a estação reforça também a presença no streaming, nos podcasts, no digital e nos grandes eventos, acompanhando uma transformação nos hábitos de consumo que multiplica os pontos de contacto com as audiências


A SIC entra na nova temporada sob o mote “A Casa”, com uma estratégia que combina continuidade e renovação e procura levar a marca cada vez mais para além da televisão.


A apresentação da nova temporada aconteceu esta semana, no SUD, em Lisboa, e serviu não só para revelar as principais apostas da estação, mas também para mostrar uma estratégia que ultrapassa o ecrã e procura posicionar a SIC como uma marca transversal, capaz de acompanhar os públicos nos diferentes momentos e plataformas em que estes consomem conteúdos.


Para Mónica Serrano, diretora de marca, comunicação e relações humanas do Grupo Impresa, a rentrée representa precisamente um momento de balanço e projeção. “A rentrée é sempre um momento de paragem e também de olhar para o futuro”, explica, em declarações ao Imagens de Marca, acrescentando que a apresentação é uma oportunidade para mostrar novidades, dar a conhecer a estratégia da estação e perceber como esta se cruza com aquilo que o mercado espera.


O conceito de “A Casa” procura traduzir essa abrangência, tendo a televisão como centro, mas com uma presença que se estende a diferentes meios e experiências. “Tentamos que este evento represente sempre os nossos valores, como é inovação, como é classe que nós acabamos por sempre querer ter nos nossos conteúdos e diferenciação”, afirma Mónica Serrano.


A responsável destaca ainda a transversalidade dos conteúdos apresentados: “Temos conteúdos que tanto fazem sentido em televisão, como também temos nos podcasts, temos no streaming, temos também no digital e, portanto, tudo aquilo que temos vindo a fazer e que também marca o nosso futuro, acaba por ser transmitido também aqui neste evento”.


Uma nova temporada com várias frentes


A estratégia de programação assenta numa combinação entre novas apostas e marcas já conhecidas do público. No entretenimento, a estação introduziu mudanças na programação de fim de semana, com “Talentos em Grande” aos sábados e o novo “Os Reis da Tarde”, conduzido por João Baião, aos domingos, a partir de 4 de outubro.


Ao mesmo tempo, regressam formatos como “Casados à Primeira Vista” e “Isto É Gozar com Quem Trabalha”, de Ricardo Araújo Pereira, estando ainda previsto para 2027 o regresso de “Family Feud”. A estratégia passa, assim, por equilibrar novidade e reconhecimento, num modelo que procura reduzir o risco sem deixar de experimentar.


É precisamente essa combinação que Daniel Oliveira, diretor-geral de Entretenimento da SIC, identifica como uma das bases da programação. “É uma ideia de diversidade, de termos em antena vários géneros, ficção, entretenimento, magazines, concursos, é isso que preside às nossas escolhas”, explica, em declarações ao Imagens de Marca.


A estação mantém, desta forma, uma aposta em diferentes géneros e formatos, procurando garantir diversidade na antena e responder a públicos com hábitos e interesses distintos.


Na ficção, uma das principais novidades é “Destino Maior”, com estreia marcada para 14 de setembro, protagonizada por Sara Barradas, Sofia Ribeiro e Diogo Amaral. A novela terá emissão na SIC, na Opto e na Disney+, no âmbito do reforço da parceria entre a estação e a plataforma de streaming.


Para 2027, a SIC prepara ainda “Avenida Portugal”, adaptação portuguesa do original brasileiro “Avenida Brasil”, da Globo. A estação tem também em carteira “Desnorte”, série inspirada na vida de Sara Norte, e “Máximo Risco”, uma comédia de ação protagonizada por Fernando Rocha.


Daniel Oliveira explica que estas escolhas procuram combinar histórias com forte apelo junto do público e talento reconhecido, mantendo simultaneamente espaço para novas propostas.


A apresentação da nova temporada trouxe também a revelação dos nomeados ao Prémio Revelação da 30.ª edição dos Globos de Ouro, onde figuram Margarida Moreira, pelo papel de Clarinha em “Páginas da Vida”, e Rodrigo Costa, pela interpretação de Francisco em “Vitória”.


A televisão já não é o único ecrã


A estratégia da SIC parte de uma realidade em que o consumo de conteúdos deixou de estar concentrado na televisão linear. O objetivo é acompanhar o público independentemente do dispositivo ou da forma escolhida para aceder aos conteúdos.


“A expectativa é que nós consigamos ter a capacidade, continuar a ter a capacidade de chegar às pessoas, independentemente da forma como as pessoas consomem os nossos conteúdos, ou seja, de um modo tradicional, linear, no televisor, ou no digital, no telemóvel, no computador, de qualquer forma, queremos estar onde as pessoas estão”, resume Daniel Oliveira.


Neste contexto, a Opto assume um papel complementar à televisão, permitindo alterar a experiência de consumo dos conteúdos da SIC. Um dos exemplos está nas novelas, cujos cinco episódios da semana ficam disponíveis antecipadamente na plataforma. “Isso é uma mudança muito grande na forma de consumir o mesmo conteúdo”, afirma Daniel Oliveira.


A estação está também a apostar em formatos pensados de raiz para o consumo digital. É o caso da sua primeira novela vertical, desenvolvida em parceria com a Globo para a Opto, baseada na personagem Bibi, interpretada por Juliana Paes em “A Força do Querer”. A SIC revela ainda que tem outros projetos deste género em carteira, optando, nesta fase, por testar o formato de forma gradual.


A lógica passa, assim, não apenas por distribuir conteúdos televisivos em novas plataformas, mas também por desenvolver formatos adaptados a diferentes comportamentos de consumo.


Informação entre consistência e inovação


Na informação, o equilíbrio entre continuidade e mudança assume particular importância. Bernardo Ferrão, diretor de Informação da SIC e da SIC Notícias, defende que uma nova temporada não pode ser construída exclusivamente em torno da novidade.


“Estas novas temporadas não podem passar apenas e só pelo que é novo, têm de passar também por aquilo que é, sobretudo na informação, uma entrega de alguma estabilidade, de muita consistência, de fazer com que os espectadores continuem a saber o que é que esperam de nós”, afirma, em declarações ao Imagens de Marca.


A grelha mantém algumas das marcas editoriais da informação da SIC e acrescenta novas propostas. Entre elas estão “Sangue Azul”, com Sofia Pinto Coelho, e um novo espaço de Conceição Lino dedicado a pessoas que vivem com as decisões políticas.


Mantêm-se também formatos e marcas como a Grande Reportagem, o Caso de Polícia e a Investigação SIC, enquanto a SIC Notícias prepara novos espaços de comentário, um programa dedicado à relação entre justiça, poder e inteligência artificial e entrevistas a figuras de destaque conduzidas por Maria João Avilez, aos domingos à noite.


A inovação é, para Bernardo Ferrão, uma consequência inevitável da transformação dos hábitos de consumo: “Hoje os nossos espectadores já não procuram a SIC só na televisão, procuram a SIC nas redes sociais, procuram a SIC no digital, procuram a SIC nos podcasts”.


A resposta passa por adaptar a presença da marca sem comprometer a confiança construída ao longo dos anos. “Temos que inovar em todas as frentes, mas a marca e a confiança é sempre uma”, acrescenta.


Dos festivais aos grandes eventos


A estratégia de proximidade da SIC também ultrapassa os meios de comunicação. A estação tem vindo a reforçar a sua presença em grandes eventos e festivais de música, criando momentos de contacto direto com as audiências. “Não queremos só estar e aproximar as pessoas através dos nossos meios de comunicação, queremos também comunicar nos grandes eventos”, afirma Mónica Serrano.


Ao longo deste ano, a SIC esteve presente em 13 grandes festivais de música e prepara agora outros momentos relevantes da agenda da marca, entre os quais os Globos de Ouro, que celebram este ano a 30.ª edição, a 26 de setembro, e o regresso do Tribeca Festival Lisboa, entre 9 e 13 de dezembro.


Para a responsável, esta presença permite à SIC aproximar-se de diferentes públicos, em particular das gerações mais jovens, através de contextos que vão além do consumo tradicional de televisão. “Também nos dá uma aproximação ao público e também uma conexão a públicos mais jovens, que sabemos a importância que existe em comunicar com eles de formas diferenciadas”, afirma.


Esta estratégia de presença física complementa, assim, a expansão digital e reforça a ideia de uma marca que procura estar presente onde estão as suas audiências.


“Deixar o Mundo Melhor”: um legado que ganha uma nova dimensão


Uma das novidades apresentadas nesta nova temporada ultrapassa a própria SIC e envolve todo o universo Impresa. É o movimento “Deixar o Mundo Melhor”, uma iniciativa conjunta da SIC e da construtora DST, que procura dar continuidade ao legado de Francisco Pinto Balsemão e transformar uma das suas últimas grandes ideias num projeto com dimensão multiplataforma.


O ponto de partida é o podcast “Deixar o Mundo Melhor”, criado no âmbito dos 50 anos do Expresso, que levou Francisco Pinto Balsemão, aos 85 anos, a conversar com 50 personalidades da sociedade portuguesa sobre aquilo que cada uma poderia deixar para um mundo melhor. A ideia ganha agora uma nova vida e cruza-se também com as próprias memórias de Balsemão, cuja última página deixava uma reflexão sobre a importância de tornar o mundo melhor através da passagem de cada pessoa.


A nova iniciativa pretende, precisamente, preservar e reforçar esse legado, transformando-o num projeto que atravessa diferentes meios e formatos. A primeira fase arranca já este ano, com reportagens da SIC e da SIC Notícias, conduzidas pela jornalista Lúcia Gonçalves, que começam a ser emitidas em outubro.


Em 2027, o projeto ganha novas dimensões, com a publicação de artigos no Expresso e o lançamento de um novo podcast, ainda sem apresentador definido. A iniciativa terá também uma dimensão de reconhecimento e incentivo através da criação do prémio “Deixar o Mundo Melhor”, destinado a distinguir projetos, individuais ou coletivos, que contribuam para responder à pergunta que está na génese do movimento: como deixar o mundo melhor?


O lançamento oficial do prémio acontece a 21 de outubro de 2026, precisamente no primeiro aniversário da morte de Francisco Pinto Balsemão, numa conferência que marcará também a abertura das candidaturas. Um ano depois, a 21 de outubro de 2027, será conhecido o vencedor ou vencedores, numa segunda conferência.


Mais do que uma extensão de conteúdos, o projeto representa uma forma de transformar um legado editorial e pessoal numa iniciativa com continuidade, cruzando televisão, imprensa, podcast, eventos e participação da sociedade.


Uma “Casa” em transformação


É também neste contexto que se enquadra a entrada da MFE no capital da Impresa, que assinala agora seis meses. Segundo Francisco Pedro Balsemão, durante a apresentação das novidades, o impacto da parceria começa a sentir-se sobretudo na operação comercial, com potencial de sinergias em áreas como receitas, publicidade, tecnologia, AdTech e venda de conteúdos.


A entrada de Pietro Casiraghi, vindo da MFE, para o cargo de business development director da Impresa, insere-se nesta estratégia de reforço da relação com anunciantes internacionais.


No centro desta transformação permanece, contudo, a mesma preocupação: preservar a identidade da marca enquanto se multiplicam os canais através dos quais esta chega ao público. Mónica Serrano resume essa ambição através dos valores que a SIC procura transportar para a nova temporada: “inovação, classe e diferenciação”. Bernardo Ferrão acrescenta a esses valores a confiança e a consistência da informação. E Daniel Oliveira aponta para uma programação capaz de combinar géneros, formatos e plataformas.

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