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As conclusões surgem numa altura em que, em Portugal, o fim do ano letivo da educação pré-escolar e do 1.º ciclo marca o início de um período em que muitas famílias têm de reorganizar os cuidados aos filhos, as rotinas de trabalho e os dias de férias.
Um novo estudo da International Workplace Group (IWG) conclui que 69% dos pais sentem stress com a organização dos cuidados aos filhos durante as férias escolares de verão, enquanto 78% consideram que o acesso a um espaço de trabalho mais próximo de casa ajudaria a aliviar essa pressão.
O estudo revela ainda que 74% dos pais afirmam necessitar de trabalhar de forma flexível para reduzir os custos associados aos cuidados com os filhos durante o verão, sendo que 27% antecipam um aumento dessas despesas face aos anos anteriores.
Segundo a IWG, a redução das políticas de trabalho flexível nas empresas tem agravado os desafios enfrentados pelas famílias. Entre os inquiridos que referem uma diminuição dessa flexibilidade, 27% dizem recorrer mais frequentemente ao apoio de familiares e amigos, enquanto 26% consideram que a obrigatoriedade de presença no escritório contribui para um maior desequilíbrio na partilha dos cuidados entre o casal.
O estudo destaca ainda que esta realidade afeta de forma mais acentuada as mulheres. Em Portugal, dados da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, citados no comunicado, indicam que as mulheres representaram 84,7% dos dias de falta por assistência a filhos em 2024.
As férias escolares têm também impacto na organização do trabalho. Três quartos dos pais (75%) afirmam que este período influencia a sua vida profissional, enquanto 26% admitem ter maior dificuldade em concentrar-se quando conciliam trabalho e cuidados familiares.
Para responder a este desafio, 28% dos inquiridos afirmam que irão utilizar parte das férias anuais para cuidar dos filhos, sendo que 18% preveem gastar todos os dias de férias disponíveis durante o verão. Além disso, 22% planeiam reduzir o número de reuniões ou trabalhar até mais tarde, enquanto 21% dizem que começam a trabalhar mais cedo para acomodar as responsabilidades familiares.
Segundo o estudo, 83% dos pais afirmam que utilizariam um espaço de trabalho flexível e profissional mais perto de casa caso essa possibilidade fosse disponibilizada pela empresa. Mais de um quarto (27%) acredita que essa opção permitiria passar mais tempo de qualidade com os filhos durante as férias escolares.
“A flexibilidade no local de trabalho não só apoia o bem-estar das famílias, como também contribui para a saúde mental e a satisfação profissional dos colaboradores. Ao responder às necessidades dos pais trabalhadores através de um melhor acesso a diferentes locais de trabalho, em particular espaços de trabalho locais, as empresas podem criar ambientes mais solidários e produtivos, ao mesmo tempo que impulsionam a produtividade e a retenção de talento”, afirma Fatima Koning, Chief Commercial Officer da IWG, citada em comunicado.
De notar que o estudo foi realizado em maio de 2026 pela Censuswide junto de 2.012 pais que trabalham em regime híbrido no Reino Unido e nos Estados Unidos.
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