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O turismo, a sustentabilidade e as marcas
Santos Populares: quanto valem hoje as tradições nacionais?
12 de junho de 2018
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Santos Populares: quanto valem hoje as tradições nacionais?
Ana Gaboleiro
Coordenadora Editorial Digital

Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, inspiram-na a natureza e as atividades ao ar livre. Conhecer novas pessoas, visitar regiões e as suas tradições, e trazer na memória os sabores e cheiros que caracterizam o país é o que a move.

É para muitos a noite mais esperada do ano. Durante vários meses, crianças, jovens e adultos, de todas as partes do país, juntam-se para se entregarem de “alma e coração” à criação e ao ensaio de coreografias e canções, à preparação de trajes e arcos que representam o seu bairro.

A tradição enche as cidades de música, cor, brilho e emoção. Um “rivalismo” saudável que capta a atenção de muitos portugueses que se deslocam aos pontos chaves da cidade ou que convivem em frente à televisão para ver quem é o grande vencedor.

Mas mais do que isso, falar de Santos Populares é falar da cultura portuguesa, da nossa sardinha, do manjerico, da chamada “portugalidade” que cada vez mais conquista o Mundo.

Os turistas encantam-se com a riqueza das tradições portuguesas e a nossa identidade parece ter ganho mais valor. Mas quanto valem hoje os Santos Populares?

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Lá vai Lisboa!


Foi em 1932 que, com o objetivo de revitalizar o Parque Mayer, alguns núcleos bairristas desfilaram no Capitólio a convite de Leitão de Barros. Alto do Pina, Bairro Alto e Campo de Ourique foram os ranchos, como se intitulavam na altura, participantes, ainda sem o tom alfacinha como tema central, mas já em formato de competição. Assim nasciam as Marchas Lisboetas.

Em 1934, 300 mil pessoas assistiam ao desfile de 12 bairros e 800 marchantes, desde o Terreiro do Paço até ao Parque Eduardo VII. Hoje são muitos mais os que se juntam todos os anos para ver marchantes, músicos e acompanhantes desfilar pelas ruas da capital.

Este ano o mote das Marchas de Lisboa são os 120 anos do nascimento de Vasco Santana. A cidade enche-se de cor e alegria, os bairros “rivalizam” entre si para ver quem tem a melhor coreografia, o melhor traje, a melhor quadra.

“Há mais de 20 anos que a EGEAC organiza as Festas de Lisboa com as pessoas da cidade. Esse é um aspeto chave: trabalhamos com as coletividades e associações dos bairros que abrangem uma fatia da população da cidade que é preciosa porque é aquela que tem conseguido manter viva as tradições da cidade. Lisboa é felizmente rica em tradições e história pelo que a inspiração não nos falta, a dificuldade todos os anos é escolher um tema mas, este ano, a efeméride de Vasco Santana, foi fácil porque foi uma pessoa muito querida dos Lisboetas que faz parte do imaginário da cidade”, explica Joana Gomes Cardoso, presidente da EGEAC.

As Marchas de Lisboa tornaram-se numa marca única da cidade, mesmo nos anos 50 onde adquirem um enorme prestígio, tendo sido assistidas pelos mais altos dirigentes do Estado e apadrinhadas por vedetas da rádio e do teatro.

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Hoje a cidade ganha novas dinâmicas, uma oportunidade também para divulgar esta grande tradição.

“À medida que a cidade se transforma sentimos que a tradição não é esquecida, pelo contrário, passou a ser mais valorizada. Por outro lado, as Festas de Lisboa não se reduzem a essa dimensão, a programação aposta também nas expressões culturais mais contemporâneas e nas comunidades de diversas origens que fazem parte da cidade. Ou seja, nas Festas, as Marchas, os Casamentos, os Tronos de Santo António, os Arraiais e o Fado, convivem com o Festival Lisboa Mistura, a Festa da Diversidade, a Festa Indiana, é uma festa verdadeiramente de e para todos/as”, explica-nos a responsável.

É precisamente a tradição, genuinidade, cultura e autenticidade que distinguem Portugal no mundo. Os turistas apreciam os valores do país e a verdade é, segundo diversos estudos, o turismo de experiências a grande tendência deste ano.

“A programação não é especificamente pensada para turistas, mas sim para quem vive e trabalha na cidade, mas obviamente não ignoramos quem nos visita. Os turistas procuram aquilo que de mais característico e diferenciador existe na cidade e nessa medida sentimos uma curiosidade e procura constante pela nossa programação, seja na vertente mais tradicional como na contemporânea. Não fazemos opções de programação a pensar nos turistas e temos até procurado descentralizar a programação das zonas históricas, alargando-o à cidade, com a colaboração das Juntas de Freguesia”, refere.

A EGEAC já disponibiliza a programação em diversos idiomas e olha para este momento como um enorme potencial para se tornar uma referência no estrangeiro.

O objetivo é melhorar a cada ano e por isso nesta edição, em parceria com a Sagres, patrocinadora principal das Festas de Lisboa, a aposta passa por copos reutilizáveis com a mensagem “É para repetir”. São os patrocínios que na maioria pagam o investimento de um milhão e quinhentos mil euros nas Festas de Lisboa. “Nos últimos anos este valor aumentou significativamente o que representa o interesse e o reconhecimento que existe por esta iniciativa”, remata Joana Gomes Cardoso.

Sagres volta a “marchar” ao fim de 9 anos



Ao fim de nove anos, a cerveja que nasceu e começou a ser produzida em Lisboa, em 1940, volta a patrocinar as Marchas da capital. Mas não só. A parceria de três anos com a EGEAC e a Câmara Municipal de Lisboa promete animar as Festas de Lisboa.

O acordo, para os anos de 2018, 2019 e 2020, abrangerá ainda o portefólio de cervejas, águas e cidras da Sociedade Central de Cervejas.

Para além de brindar às Marchas Populares, a Sagres quer tornar mais sustentável uma das noites mais animadas do ano. Para além da aposta em copos reutilizáveis conta ainda incluir outras medidas para minimizar o impacto do ambiente nas próprias Festas.

Brindar com os portugueses mas também com o público internacional é o desejo de uma marca que tem no ADN a portugalidade.





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