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Poucos sabem, mas o icónico chocolate KitKat, hoje reconhecido em todo o mundo, nem sempre teve esse nome.
A sua história começa no Reino Unido, em 1935, quando foi lançado pela empresa britânica Rowntree's com a designação “Rowntree’s Chocolate Crisp”. O produto consistia numa combinação inovadora de wafer crocante coberto com chocolate, pensado como um snack prático e acessível para consumo diário.
Dois anos mais tarde, em 1937, a marca decidiu reformular o nome para “KitKat Chocolate Crisp”, encurtando-o posteriormente para simplesmente “KitKat”. A escolha do nome não foi aleatória: está associada ao histórico Kit-Cat Club, um clube londrino do século XVIII frequentado por figuras influentes da sociedade britânica, incluindo escritores, políticos e artistas. O nome “Kit-Cat” já era utilizado na cultura inglesa para descrever pequenos produtos ou porções elegantes, o que ajudava a transmitir uma imagem distintiva ao chocolate.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o produto sofreu alterações devido à escassez de ingredientes. O chocolate de leite foi temporariamente substituído por chocolate negro, e o produto foi comercializado como “KitKat Dark”, refletindo as limitações da época. Após o fim da guerra, a receita original foi restaurada, consolidando o sabor que viria a tornar-se mundialmente reconhecido.
Em 1988, a marca passou a integrar o portefólio da Nestlé, que adquiriu a Rowntree’s e impulsionou ainda mais a expansão internacional do “KitKat”. Ao longo das décadas, o chocolate tornou-se um fenómeno global, presente em mais de 80 países, com inúmeras variações de sabores — especialmente no Japão, onde existem edições limitadas inspiradas em ingredientes locais.
Outro fator decisivo para o sucesso foi o slogan lançado nos anos 50 — “Have a break, have a KitKat” — que ajudou a posicionar o produto como um snack associado a pausas no dia-a-dia. Esta mensagem simples, mas eficaz, tornou-se uma das campanhas publicitárias mais duradouras da história do marketing.
Hoje, o KitKat é muito mais do que um simples chocolate: é uma marca global com forte presença cultural, reconhecida pela sua forma característica, pela experiência de “partir” as barras e pela consistência ao longo do tempo.
A sua evolução, desde um produto chamado “Chocolate Crisp” até um ícone mundial, demonstra como decisões estratégicas de branding, naming e posicionamento podem transformar um snack comum numa referência internacional.
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