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A opinião de Miguel Caeiro
Que bicho será esse “Novo N@#X%L”?
23 de junho de 2020
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Que bicho será esse “Novo N@#X%L”?
Miguel Caeiro
Head of Latam Vidmob

Nota da direção editorial: Ultrapassámos os nossos records de audiência em Televisão e Online nos últimos meses. Obrigado por ter estado connosco!

Agora, que começamos um novo ciclo, queremos continuar consigo e a tê-lo sempre ao nosso lado. Mais do que nunca é preciso estarmos juntos!


A pandemia não trouxe novas tendências, apenas funcionou com um Fast Forward de tendências que já estavam mapeadas.


Tal como acontece normalmente com as expressões usadas em excesso pelos media e incluídas nos discursos do momento, também a expressão “O Novo Normal” viralizou mais rápido do que o próprio Covid banalizando o tanto de mistério, inovação e complexidade que nela inclui.

 

No entanto, na mesma medida em que os vários Governos ao redor do mundo, vão determinando o ritmo e método de reabertura gradual dos diversos setores da economia, vai-se tornando mais obvio que foi mais fácil “fechar” do que é “abrir”.

 

Por reconhecido desconhecimento técnico para opinar sobre o tema do vírus, da doença em si, e consequentemente sobre as consequências de quais as melhores abordagens de enfrentamento, deixo, propositadamente esse tema, tão polémico, fora do ângulo que pretendo analisar.

 

Olhemos “apenas” para os impactos no mundo profissional e de vida em sociedade que esta pandemia extraordinária e nunca antes vivida na escala global nos causa, e em que medida nos desenha um futuro próximo, quase presente, diferente.

 

Uma vez que ainda estamos no olho do furacão, é prematuro fazer analises muito profundos ou determinísticas, mas a observação da realidade e da evolução e adaptação dos vários agentes económicos permite validar que o COVID não trouxe novas tendências, apenas funcionou com um Fast Forward de tendências já mapeadas, e alterando, quem sabe, a importância relativa de outras.

 

Das tendências que foram mais aceleradas, destaco hoje aqui estas:

- Minha Casa, minha Família, meu mundo;

- Redes Sociais;

- Trabalho e Educação Remotos;

- Consciência social e humana;

- Novos modelos de negócio.

 

Minha Casa, minha Família, meu mundo.

 

Ao se verem compelidas, de modo repentino, mandatário e emergencial, a ficarem prisioneiras nas suas próprias casas, grande parte das populações do mundo, vive um período de convívio familiar raramente antes experienciado, com divisão de tarefas, responsabilidades, espaços físicos, largura de banda de internet, e mesmo de ciclos de humores, que tornaram mais evidentes os bons laços, mas também, com toda a certeza, deterioraram o que já não estavam famosos. Com o passar das semanas e meses, saem desse período famílias mais coesas, mais humildes, mais conscientes e com prioridades de vida mais claras, dando valor a coisas mais simples, mais ricas de conteúdo, e sem sombra de dúvida mais importantes.

 

Também o espaço físico a que chamamos Lar se torna mais omnipresente em cada detalhe, quer valorizando-o, quer detetando áreas de melhoria, com necessidades de adaptação a um mundo que se adivinha de maior permanência em casa, seja em família, a estudar ou mesmo a trabalhar, o que requer adaptações, e por vezes pode levar a decisões de mudança para locais mais adequados, com maior qualidade de vida, com as prioridades rebalanceadas. Adivinha-se uma valorização de áreas menos urbanas, de residências com uma área exterior, ainda que com boas acessibilidades e acima de tudo com boa cobertura de internet.

 

Redes Sociais

 

A omnipresença das redes sociais nas nossas vidas tornou-se agora mais evidente que nunca, desempenhando não só um papel de janela do exterior, mas também de microfone para o exterior, onde a cocriação de conteúdo, a participação ativa na sociedade, seja por opinião, agente económico ou apenas como seguidor, assume um papel importante.

 

A pedagogia, curadoria e sistemas de prevenção tornam-se peças fundamentais para prevenir o mau uso e o abuso de práticas ilícitas e abusivas, quer de invasão de privacidade, quer de extorsão e crimes económicos no ecossistema digital.

 

Trabalho e Educação Remotos

 

Mais uma vez, a forma intempestiva com que a pandemia nos empurrou para o trabalho e aulas remotas, acelerou algo que estava mapeado que vinha acontecendo de forma muito gradual, quer no mundo profissional, quer no mundo estudantil.

 

Com a democratização do acesso a ferramentas de acesso remoto (Zoom, Teams, Meet, BlueJeans, ,,,,,) e a disponibilização ampla de boa cobertura de internet, torna-se por demais evidente que uma parte das pessoas hoje impactadas vai preferir manter, pelo menos num determinado percentual, essa forma de trabalho, que se mostrou tao produtiva, eficiente, e com inúmeras vantagens para todos os envolvidos. Claro que com o evoluir da situação, o “acampamento” nas mesas de refeição, a invasão das áreas mais utilizadas das casas foi-se ajustando, foram criados pequenos escritórios domésticos, cadeiras ergométricas foram providenciadas por muitas empresas, e foram se desenhando condições ótimas para uma utilização futura, ainda que não exclusiva, desse regime de tele trabalho.

 

Temos também que considerar que as condições atuais de trabalho remoto são, por si só, extraordinárias, no sentido em que TODOS as pessoas da casa estão na mesma situação, dividindo o mesmo espaço, a mesma internet, a mesma mesa de trabalho e nem sempre respeitando o silencio e a privacidade necessárias. O trabalho remoto pós-pandemia será bem mais equilibrado, menos stressante, com melhores condições e maior harmonia.

 

A grande maioria das Empresas encontrava-se numa fase embrionário de evolução digital com vista ao trabalho remoto, ou seja, quando um funcionário ou outro necessitava de se ausentar, por motivos excecionais, conseguiria conectar-se aos serviços mínimos para efetuar as tarefas básicas da sua função.

 

Já uma parte menor de Empresas já estimulava, de forma recorrente, uma boa parte dos seus funcionários a usufruir de, pelo menos em tempo parcial, de dias de trabalho remoto, disponibilizando, de forma estruturada, sistemas informáticos compatíveis, ferramentas de acesso remoto organizadas e corporativas, e comportamentos culturais adequados. No entanto, o trabalho remoto ainda se faz, nestas empresas, de forma síncrona, ou seja, as pessoas ainda participam das mesmas reuniões, nos mesmos horários, com as mesmas pessoas, com as mesmas agendas, apenas de um local diferente e através da tela de um laptop,

 

Temos depois um grupo muito pequeno de Empresas que já se encontra num nível superior de adaptação digital em que os colaboradores, alem do ambiente descrito anteriormente, já trabalham, na grande maioria dos seus projetos e equipes, de modo assíncrono, ou seja, existem plataformas informáticas onde os projetos ficam com acesso remoto e colaborativo e cada colaborador chave desse projeto introduz as suas anotações, contribuições e opiniões no seu tempo, de acordo com a sua agenda e mais importante ainda, de acordo com o período do dia em que a sua produtividade e inspiração são mais elevadas. Já se imaginou a trabalhar numa empresa assim? Provavelmente estar junto com os seus colegas uma ou duas vezes por semana, ou por mês, bastaria? O que lhe parece?

 

Já em termos de Educação, os desafios e oportunidades são tao grandes, se não ainda maiores. A revolução esperada do ambiente de sala de aula, dos métodos de ensino e dos currículos escolares pode finalmente encontrar nesta pandemia o gatilho de início de algo que marcara as próximas gerações.

 

O que tenho assistido, quer como Pai de 3 adolescentes, quer como Professor de Pos-Mba, quer como observador atento desta realidade, é uma vontade gigante de aproveitar esta pandemia para acelerar, de forma impactante, mudanças fraturantes nos métodos de ensino, na forma de estar, quando estar, e para que estar numa sala de aula, papel, formação e responsabilidades do professor, todo um mundo de possibilidades que agora se tornou palpável, tangível e mensurável aos nossos olhos, Queiram as diversas maquinas publicas colaborar, e podemos estar perante a maior revolução do ensino dos últimos séculos.

 

Consciência social e humana

 

Gosto de acreditar que o que temos observado de um modo geral, quer ao nível individual, quer ao nível das corporações, mostra que o ser humano teve, nesta pandemia, um chamado de alerta ao qual correspondeu com excelência e empenho.

 

As diversas manifestações de preocupação pelo outro, de olhar para o vizinho, para o pequeno comercio local, para o Senhor que vendia pipoca na porta da escola, para o heróis guerreiros que deram a cara pela luta contra a pandemia (médicos, enfermeiros, limpeza, manutenção, transportes públicos, serviços mínimos), e a forma impar como as grandes empresas se mobilizaram para minimizar os danos infligidos pela pandemia, são sinais de que este planeta sabe ser solidário, responsável e olhar para o desconhecido que passa necessidade ao seu lado.

 

A verdadeira inteligência será a capacidade de perenizar alguns destes comportamentos, incutindo-os como valores de referência da maioria dos cidadãos e como valores chave na educação das novas gerações.

 

Novos modelos de negócio

 

O Fast Forward provocado pela pandemia veio comprovar algumas das tendências mais estudadas, quer ao nível da adoção feliz pelos consumidores de praticas de e-commerce, quer pela flexibilização de setores da economia, pela explosão dos micro negócios ancorados na divulgação e comercialização online, numa customização baseada em modelos de dados avançados, e acima de tudo na utilização da tecnologia não com fim, mas como enabler de implementação de modelos de negocio incríveis, de revolução ao nível das profissões, da educação, e mesmo da organização em sociedade.

 

Alguns mitos se quebraram, barreiras físicas foram eliminadas, saltos de evolução tecnológicas previstos para 3 anos foram executados em 3 semanas, o acesso, gestão e tratamento de dados tornou-se indispensável na maior parte dos negócios, sejam eles B2B ou B2C, e tem-se agora uma visão mais clara de quais os mercados e setores que irão crescer de forma parecida, o que vão crescer com grandes transformações, e os que vão caminhar para o desaparecimento.

 

As principais características necessárias nos profissionais serão a capacidade de adaptação, agilidade e velocidade de implementação com qualidade e consistência.

 

No final do dia, que novo mundo será esse? Em algumas coisas muito parecido com o que vivíamos ate Janeiro, em outras dará a sensação de termos entrado na capsula do tempo e viajado uns 5 anos, Excitante, atrativo, empolgante e acima de tudo desafiante. Considera-se preparado para a viagem? Cuidado, que o comboio já saiu da estacão.

 

“Innovation is the ability to see change as an opportunity – not a threat. “- Steve Jobs.


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