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A opinião de Susana Albuquerque
Quanto vale uma ideia?
1 de outubro de 2020
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Quanto vale uma ideia?
Susana Albuquerque
Diretora Criativa Uzina Lisboa

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Definir o valor de uma ideia é diferente de orçamentar um projecto. Fazer um orçamento é mais fácil. Estimam-se as horas, a senioridade de quem trabalha, sabe-se o valor por hora e fazem-se as contas.


Mas se eu perguntar ao leitor quanto custa uma ideia, em geral, é quase certo que responderá “depende”. E eu concordo. Quanto melhor for a ideia, mais deveria valer. Mas o mercado da comunicação nunca soube cobrar por ideias, exactamente por elas serem matéria subjectiva e intuitiva. É mais fácil cobrar pela execução, pelo tempo que ela demora a desenvolver e a produzir, porque isso é mais fácil de medir, comparar e justificar. E os negócios precisam muito desse lado do cérebro.

 

Esta pergunta para a qual não há uma resposta simples vem a propósito dos briefs abertos do Clube Criativos, que criámos este ano para mostrar talento jovem. Um dos objectivos do CCP é dar palco a uma nova geração de gente boa. Se o Festival é uma referência para mostrar o trabalho dos pros e distinguir as melhores agências, produtoras e estúdios, os concursos de jovens criativos servem para encontrar a nossa seleção de esperanças.

 

Por isso apoiamos os Young Lions; promovemos o High Potentials, o Greatness Challenge e o Creative Express, todos com o ADC/E; e organizamos a Portfolio Night com o One Club de Nova Iorque. Mas este ano, com o Covid19, sem Festival de Cannes e sem eventos físicos, como podíamos chamar os jovens criativos? E como podíamos manter esta montra aberta para quem contrata? Dependemos destas caras novas para ter um mercado diverso e com capacidade de se renovar. E foi assim que nasceram os Briefs Abertos CCP. 

 

O grande prémio destes concursos é a reputação, moeda valiosa quando estamos a começar e ninguém nos conhece. Mas na falta do palco internacional, quisemos aproveitar estes briefs locais para lembrar que a reputação é importante mas não chega. Ela sozinha não paga contas. Por isso, os vencedores receberão um prémio em dinheiro, ainda que simbólico. Mesmo sendo impossível saber quanto vale uma ideia antes dela existir. Mesmo estando a premiar, na maioria dos casos, uma intenção e não um projecto acabado.

 

Vamos oferecer um prémio de 1000€ a cada vencedor. Alguns acharão ridículo pagar 1000€ por uma ideia. Outros pensarão que muitos destes criativos ganham isso num mês. Mas voltamos ao princípio. É difícil saber quanto vale uma ideia antes dela existir. E se estes 1000€ servirem para recordar que uma ideia tem valor e deve ser paga, eles já valeram a pena.

 

1000€ não pagam uma equipa a trabalhar durante semanas nem pagam um processo de trabalho sénior entre duas empresas. 1000€, neste caso, premeiam o trabalho de um jovem em resposta a um briefing, e servem para recordar que ter ideias, para um criativo, também é um negócio. 

 

Na semana passada, nas conversas do CCP entre o Hugo Veiga e o estúdio Pacifica, o Pedro Mesquita brincava sobre quem faz logotipos por 5€ e que eles, Pacifica, não se queriam posicionar aí. Dá muito trabalho construir a reputação de um estúdio como Pacifica, e talvez o bom trabalho comece assim. Quando te posicionas como criativo, além de decidires que produto especial tens para oferecer, tens que decidir quanto é que ele vai custar. No caso dos briefs abertos do CCP, ele pode começar por custar 1000€ se servir para te pôr no mapa. Oxalá seja um primeiro valor simbólico que nos ajude a valorizar o talento e o bom trabalho.

 

Os briefs abertos são uma iniciativa CCP com os Jogos Santa Casa, Worten, DeltaQ e Maat. Dirigem-se a jovens criativos até aos 30 anos e as propostas podem ser entregues até 7 de outubro. 

 

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