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Bruno Batista, CEO Grupo GCI
Quanto vale a comunicação na política?
11 de Outubro de 2021
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Quanto vale a comunicação na política?
Bruno Batista
CEO da GCI

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Pergunto-me, desde a noite de 26 de setembro, o que falhou na comunicação política para que a abstenção tenha sido superior a 46% (a segunda mais alta desde as primeiras eleições autárquicas em 1976) e seja desde há alguns anos a grande vencedora num Portugal democrático?

 

Perco-me nos vários raciocínios, mas há um que é constante e uma verdade absoluta: política é comunicação e não há atividade ou ação política sem comunicação.


Comunicação houve. Tivemos outdoors de grande dimensão a “invadirem” rotundas – alguns completamente out of the box –, alveolares nas ruas, panfletos e programas eleitorais nas caixas de correio, nos limpa pára-brisas do carro. As redes sociais estiveram imparáveis. E, até houve arruadas, bandeiras e merchandising distribuído pelo eleitorado. Então o que faltou? Deixando de lado a análise sociológica, vou olhar de forma macro para a comunicação. 


Sabemos que para votar em consciência temos de estar informados, e que só assim é possível afirmar a democracia. Se analisar a “correspondência” eleitoral que recebi durante o período da campanha, percebo que é tudo muito igual ao que sempre se fez. Continua-se a exibir o programa eleitoral com as promessas de sempre – atrair e reter  jovens, criar melhores condições para os menos jovens, pavimentar, repavimentar, atrair investimento, tornar a freguesia ou o concelho mais sustentável (esta promessa é nova!) – a mostrar os rostos dos concorrentes, a idade, a profissão, a cantarem-se hinos de campanha, a ouvir na rádio ou a ver na televisão os debates entre os candidatos – alguns muito mal preparados e sem conteúdo. A colocar nas redes sociais a agenda dos candidatos, o programa eleitoral, as entrevistas e intervenções...


Escrito até parece que tudo fluiu. Mas, na verdade, a comunicação política não atingiu a audiência desejada.

Será que a falha está na mensagem? Será que a mensagem não é a adequada?


Com os anos, os públicos mudaram, tal como as suas expetativas. O conhecimento é hoje muito mais vasto e a linguagem usada no dia-a-dia é diferente. Esta evolução ficou patente na evolução gráfica que alguns cartazes apresentaram e que as redes sociais amplificaram à exaustão. E a mensagem? A mensagem pouco evoluiu. O apelo à troca de cadeiras e ao voto lá continua, em letras garrafais nos locais de melhor visibilidade e a fazer como que concorrência aos outdoors de marcas de imobiliário.

 

O que falta, então? Diria que a notoriedade. O poder de fazer o eleitor parar para ler a mensagem que está no outdoor de grande formato, no cartaz, no flyer, no seu feed de notícias. O poder de fazer o eleitor ler o programa eleitoral ao invés de o colocar diretamente no lixo. O poder de levar o eleitor no “Dia D” a sair de casa e a exercer o seu direito de voto. 


Portugal terá eleições legislativa em 2023. E se começássemos já a debater como comunicar em política nos anos 20 deste século? A debater a importância das mensagens e do tipo de mensagens em tempo de campanha eleitoral e no tempo que a antecede?


O desafio pode parecer “louco”, mas não tenho dúvida de que é urgente o seu início. Só com mensagens e linguagem adequadas à atualidade se poderá construir uma democracia mais sólida, onde todos (entenda-se candidatos e eleitores) têm uma palavra a dizer.


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