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A opinião de Bruno Batista
Os loucos anos 20 digitais
7 de Junho de 2021
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Os loucos anos 20 digitais
Bruno Batista
CEO da GCI

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Se entrássemos numa máquina do tempo e recuássemos até aos anos 20 do século passado, assistiríamos ao renascimento de povos após uma guerra atroz, ao fim da pneumónica, a mulheres a assumirem responsabilidades em áreas tradicionalmente masculinas, a uma maior liberdade na cultura e nos costumes.

 

A dança seria ao som do foxtrot e do swing. E ouviríamos acordes de jazz. A rádio estaria a levar as suas ondas cada vez mais longe e, no cinema, Chaplin estaria a mostrar porque ainda hoje, em pleno século XXI, é imortal. Nas fábricas, as linhas de montagem estariam a produzir em força e, nas ruas, os cavalos estariam a dar lugar a veículos automóveis.


Se particularizássemos esta viagem a Portugal, passaríamos por cenas de instabilidade económica e política, assistiríamos a paralisações em setores como o ferroviário, na função pública, nos correios e telégrafos. E até conheceríamos Alves dos Reis, o maior falsificador da história portuguesa, que inclusivamente ludibriou o Banco de Portugal. Nas bancas poderíamos ler tantas manchetes quantos os muitos jornais de então e nas universidades conheceríamos as mulheres pioneiras em áreas como a saúde, a educação ou a justiça. O futebol e toda a “loucura” que o rodeia também seria visível nesta incursão ao Portugal de antigamente.


Uma viagem onde facilmente iríamos perceber que “história e economia são cíclicas” e que existem muitas semelhanças entre os loucos anos 20 do século passado e os anos 20 do século XXI. Um paralelismo que nos deixa perceber que o País continua na busca de um rumo económico, político e até social. Contudo, há uma nuance que torna tudo, absolutamente tudo, diferente de há 100 anos: o digital.


Se antes a moda começava em Paris ou Londres e só chegava a Portugal anos depois, hoje o que nasce noutro hemisfério muito rapidamente chega a todo o mundo. As fronteiras ou barreiras foram quebradas e o consumo passou a ter escala global. As grandes questões também passaram a emergir à escala global e acordos em prol do ambiente e da sustentabilidade do planeta fazem soar as campainhas da urgência pela adoção de comportamentos sustentáveis, um pouco por todo o mundo.


É certo que uma recessão serve para separar o trigo do joio e que sustentabilidade ou economia circular são expressões cada vez mais urgentes de concretizar, embora difíceis de implementar.


No entanto, existe hoje uma arma quase invisível, que nos entra pela casa sem pedir licença, e que poderá contribuir para mudanças de comportamento. Para mim, esta arma chama-se “Digital Transformation”. Através dela é possível adaptar o consumo a esta nova era, antecipar necessidades e, sobretudo, trabalhar temas como “economia circular”, onde se elimina o desperdício e se faz o uso contínuo de recursos.


Se estes anos 20 poderão ser loucos? Já o estão a ser. Primeiro com uma pandemia, depois com as transformações que diariamente assistimos. Saibamos superar as barreiras e identificar os problemas, que muitas vezes colocam em risco a própria democracia e - porque não dizê-lo - a própria existência de vida no planeta, e poderemos continuar ao ritmo da música mais atual e que muitas vezes é inspirada no passado.


Saibamos equilibrar a inteligência digital com a emocional e teremos as marcas a responder às reais necessidades, sem nunca perder de vista a sustentabilidade ou o rumo à menor pegada de carbono.



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