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A opinião de Bruno Batista
O par de Coca-Cola de Ronaldo
12 de Julho de 2021
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O par de Coca-Cola de Ronaldo
Bruno Batista
CEO da GCI

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“Rapazes, não bebam Coca-Cola”, disse Luis Enrique, selecionador de Espanha, antes do jogo Espanha/Suécia. Este comentário valeu-lhe a resposta do companheiro de mesa que recordou: “É patrocinador”.


Tudo não teria passado de uma conversa entre atleta e selecionador, se dias depois as mãos de Cristiano Ronaldo não tivessem ido mais longe e afastado duas garrafas de Coca-Cola da mesa da sala de imprensa. O gesto de Ronaldo foi seguido pelo italiano Manuel Locatelli. Pogba, por sua vez, fez o mesmo com a garrafa de cerveja Heineken.


Se sobre o gesto dos outros jogadores não há muita história, o gesto do português teve eco à escala planetária, ou não fosse Ronaldo um dos maiores influencers.


Não irei abordar os benefícios ou malefícios dos refrigerantes, se devemos ou não dar preferência a água. Este tema deixo para especialistas em saúde. Também não irei falar sobre se o “efeito CR7” contribuiu ou não para a queda de 1,6% das ações da empresa. Este tema deixo para os analistas.


Também não irei escrever sobre o meme que dá conta da Coca-Cola a retirar de cena o jogador, que vejo como uma piada de quem assistiu à cena anterior com elevado fair play.


Mas, estando ligado ao mundo da comunicação, tenho de falar de patrocínios e do valor que estes conferem aos eventos. Para além da Coca-Cola, o Euro 2020 é patrocinado por marcas como Heineken, Just Eat Takeaway.com, Qatar Airways, Bytedance ou Vivo e estima-se que os patrocinadores desembolsem cerca de €30 milhões para marcar presença no evento.


Perante o gesto de CR7, a UEFA recordou que os parceiros são essenciais não apenas para a realização do torneiro, mas para garantir o desenvolvimento do futebol em toda a Europa, incluindo para jovens e mulheres. Disse também que as regras são claras, e que condutas lesivas para as marcas e patrocinadores podem ser alvo de sanções.


As regras jurídicas existem. Mas também existem as campanhas relacionadas com saúde, obesidade, alimentação saudável e que são em grande parte encabeçadas pelos governos dos vários países. Dois pratos de uma balança onde, neste caso, o fiel foram atletas de alta competição. Sabendo que as federações aceitam as regras de participação, como poderiam os atletas ter contornado a situação?


A resposta parece-me obvia e teria sido o mote para que a discussão que ninguém quer começar aconteça: que tipo de patrocínios se devem ver em eventos ligados ao desporto.


É uma discussão que não sendo nova – recordo que em 2006 todos os patrocínios das tabaqueiras foram banidos da Fórmula 1 – tem de acontecer mais tarde ou mais cedo, ou corremos o risco de jogadores como CR7, Locatelli, Pogba se recusarem a ir a uma conferência de imprensa que tenha presença de marcas que os atletas identificam como “menos corretas” dentro do seu plano alimentar.

 

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