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A opinião de Nuno Crispim
Não me confundam com factos
27 de julho de 2020
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Não me confundam com factos
Nuno Crispim
Diretor de Marketing Vitacress

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Há um sem número de questões complexas, importantes, polarizadoras, que despertam o nosso interesse mas ainda assim não o suficiente para investirmos um mínimo a aprender sobre elas para tomar decisões informadas, deixando-nos levar pela corrente do facilitismo.


Na sequência de um documentário sobre o problema do plástico nos oceanos, foi declarada guerra contra este material, levando nomeadamente o governo a adotar medidas contra os milhões de sacos plásticos que recebiamos no supermercado.

 

Com a força de um decreto, passámos a pagar pelo que antes recebíamos de forma mais ou menos gratuita e passámos, de facto, a usar menos sacos, utilizando versões mais robustas e reutilizáveis. Um sucesso, professou o governo e, certamente, os fabricantes de sacos. E o ambiente? Bom, segundo o governo da Dinamarca (e já antes dele, o de Inglaterra), se tivermos em conta todo o impacto ambiental relacionado com o ciclo de vida dos sacos (consumo de água, energia, etc), consta que para igualar o impacto dos que usávamos anteriormente, teríamos de reutilizar mais de 40 vezes um dos mais robustos, ou 7 mil vezes se for um saco de pano de algodão. E se fôr de algodão orgânico? 20 mil vezes.

 

Nas fontes de água e nas máquinas de café foram os copos de plástico a serem trocados por versões de papel neste esforço pró-ambiente... só que não são recicláveis em Portugal, graças ao revestimento interior em plástico para serem estanques, tendo como destino mais provável a lixeira, independentemente do caixote do lixo em que são colocados.

 

Alimentos a granel são a melhor opção por pouparem material de embalagem? E as garantias de segurança alimentar que vêm com um produto embalado em ambiente controlado na origem, longe das manipulações que se lhe seguem no transporte e na exposição nas prateleiras do supermercado?

 

Não se trata aqui de uma apologia ao plástico, mas sim de uma demonstração de como abordagens superficiais a problemas complexos muitas vezes resultam em decisões que agravam o problema que se estava a tentar resolver.

 

Quando se trata de comprar produtos frescos, não há nada como fazê-lo no mercado local. Ou há? Quando compramos numa cadeia de supermercados há equipas de profissionais especializados em segurança alimentar que validam fornecedores e métodos produtivos através de certificações, auditorias e análises laboratoriais regulares, em alguns casos com critérios de exigência muito superiores aos que a lei exige. E no mercado local? Será que o Sr. Zé da fruta ou a Dona Maria dos vegetais sabem o que é o intervalo de segurança dos produtos que utilizam nas suas hortas? Terão eles rastreabilidade da sua produção e do que compram a outros? Quão “biológicos” são os produtos que assim denominam?

 

Longe de tentar simplificar a realidade, apontando os antigos sacos e copos plásticos ou os produtos de supermercado como as melhores soluções universais, o

ponto reside na necessidade de apostar na educação, não no sentido de ensinar tudo a todos, mas no sentido de plantar uma dúvida metódica, que encorage a questionar o porquê e principalmente a procurar informação, em vez opiniões já formadas.

 

Poucas são as situações de preto ou branco, mas o que é certo é que haverá sempre alguém que tenta encorajar um tom de cinzento mais a seu gosto. E aquele produto cuja embalagem diz ser 100% reciclável? Desconfie...


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