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O Miolo nasce com a ambição de afirmar Santa Maria da Feira como um território culturalmente vibrante e intelectualmente inquieto, num momento em que a complexidade das sociedades, a aceleração tecnológica e os desafios das democracias tornam mais difícil compreender o mundo.
Santa Maria da Feira vai receber, entre 25 e 27 de setembro, o Miolo – Festival da Literatura e do Pensamento, uma nova iniciativa que desafia o público a criar espaço e tempo para pensar, cruzando literatura com filosofia, política, sociologia, ciência e design. O festival ocupará diferentes espaços da Biblioteca Municipal.
“Santa Maria da Feira fez da capacidade de se desafiar uma marca da sua história. Apesar de termos hoje mais acesso à informação, o mundo não ficou mais fácil de compreender. O Miolo nasce dessa necessidade de procurar o que está no interior das grandes questões do nosso tempo”, afirma Amadeu Soares Albergaria, Presidente da Câmara Municipal, citado no site do festival.
Partindo da literatura, mas sem se limitar à promoção de livros ou autores, o festival procura abrir espaço para ideias, perguntas e diferentes formas de interpretar o presente. A programação reúne escritores, investigadores, cientistas, artistas e outras vozes que estão a pensar as transformações que atravessam o nosso tempo.
“Vivemos em sociedades mais complexas. Acreditamos que também cabe à cultura criar espaços onde seja possível parar e confrontar diferentes perspetivas. O Miolo quer ser, acima de tudo, um lugar onde o pensamento circula e onde encontramos tempo para compreender melhor o presente”, sublinha Paulo Marcelo, Vereador da Cultura, Turismo e Património.
Um relógio que retém o tempo: a imagem gráfica do festival
A identidade visual do Miolo nasce de um objeto escultórico criado pelo designer e ilustrador espanhol Isidro Ferrer, uma das figuras mais influentes do panorama gráfico contemporâneo. A peça — um relógio de pedra que não mede as horas, retém‑nas — simboliza o espírito do festival: um tempo que não avança nem recua, que não marca, mas perdura. Um tempo que decide habitar o interior das ideias.
A escolha deste objeto reforça o ponto de partida do festival: o Tempo como matéria de reflexão, pausa e profundidade.
Um festival para pensar o presente
Ao longo de três dias, o Miolo propõe encontros que cruzam literatura com outras áreas do conhecimento, procurando acrescentar ideias, provocar perguntas e oferecer novas formas de olhar para o mundo. A Biblioteca Municipal transforma‑se num espaço de pensamento contemporâneo, onde o público é convidado a desacelerar, escutar e refletir.
Com esta iniciativa, Santa Maria da Feira pretende reforçar o seu compromisso com a cultura como ferramenta essencial para interpretar mudanças, fazer escolhas informadas e compreender o presente.
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