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O Instagram foi o principal palco desta onda criativa, marcada por cadeiras de plástico, trocadilhos em “espanhol macarrónico” e referências diretas ao universo visual de Bad Bunny.
A passagem de Bad Bunny por Lisboa, com dois concertos esgotados no Estádio da Luz a 26 e 27 de maio, tem desencadeado uma grande mobilização no mercado português.
Muito para além do fenómeno musical, a chegada do artista porto‑riquenho transformou-se num momento cultural que atravessou setores e formatos, levando dezenas de marcas a criarem conteúdos inspirados no universo visual do artista nas redes sociais, no retalho, na hotelaria, na mobilidade e até na saúde.
Restauração, bebidas e lifestyle dão o tom nas redes sociais
A restauração foi das primeiras a entrar em “modo Benito”. O Café de Bairro publicou no Instagram uma imagem que rapidamente se tornou viral, num registo descontraído e próximo do público jovem. Já o 100 Montaditos do Colombo anunciou, também nas redes sociais, duas promoções exclusivas para os dias dos concertos, posicionando-se como ponto estratégico para o pré‑drink a poucos metros do estádio. A Tendinha do Rossio recorreu ao humor gastronómico com o claim “BAD BUNNY GOOD FOOD”, enquanto o LOV – Legumes e Outros Vícios associou o seu brunch ao ritual pré‑concerto com a frase “Debí brunchar más veces”.
No setor das bebidas, a Super Bock e o Licor Beirão destacaram-se com ativações visuais que replicam o código estético dominante desta tendência — cadeiras de plástico, cores saturadas e humor assumidamente exagerado — através de publicações no Instagram. O Licor 35 juntou-se ao movimento com uma imagem que combina pastel de nata e cultura pop, também divulgada nas redes.
A moda e os acessórios acompanharam o ritmo. A MonMon apresentou a “mala perfeita para levar ao concerto”, enquanto a Kaiwalu fotografou os seus boardshorts em frente ao Estádio da Luz com o mote “Nem o Bad Bunny resiste…”. A marca Eixo de Luz publicou uma ativação com brincos e estética tropical, e a Arte do Olhar, em Loures, criou uma personagem‑coelho inspirada no artista para promover óculos de sol e graduados. Todas estes conteúdos foram divulgados no Instagram.
Hotelaria, mobilidade e serviços juntam-se ao fenómeno
A hotelaria também marcou presença. O Moov Hotel Lisboa Oriente divulgou no Instagram uma campanha dirigida aos fãs que se deslocam a Lisboa, com o claim “DeBÍ ReSERvar a SuA ESTadiA…”, reforçando a proximidade ao recinto. Já o Casino Lisboa, através do Arena Lounge, convidou os fãs a prolongar a noite pós‑concerto com a ativação “Hoy no quiero dormir”, igualmente publicada nas redes.
No setor dos serviços, a Dual Clinic recorreu ao mote “DeBÍ CUiDAR Mais DE Si” para promover cuidados de saúde e estética, enquanto a Sinónimo de Velocidade de Pneus publicou um alerta para check‑ups automóveis antes da viagem para o concerto. A agência Netgócio aproveitou o momento para falar de branding, com uma publicação centrada no conceito “DtMF”. A RINGANA, por sua vez, comunicou através de um comunicado oficial um conjunto de dicas de proteção solar e cuidados de pele para longas horas de concerto.
Também o Grupo Ageas Portugal entrou na tendência com uma partilha de recrutamento no Instagram, brincando com o tema dos “lugares” disponíveis: “Se não tiveres lugar para o Bad Bunny, tens aqui”, numa campanha que adaptou o fenómeno ao universo corporate.
A mobilidade também marcou presença com conteúdos dedicados ao momento. O Metro de Lisboa publicou no Instagram uma peça com o mote “DeBí íR de MeTRo até Ao conCeRTo”, indicando de forma humorística as estações mais próximas para cada tipo de bilhete. Já a Rede Expressos combinou conteúdos nas redes com uma ação concreta anunciada por comunicado oficial: descontos especiais nas viagens para Lisboa nos dias dos espetáculos.
No espaço público, a JCDecaux deu escala ao fenómeno com um outdoor oficial da campanha “DeBí Tirar Más Fotos”, desenvolvido em parceria com a Live Nation e divulgado nas redes da empresa, reforçando a presença do artista na cidade.
Da restauração à mobilidade, passando pela moda, hotelaria, saúde, bebidas e até imobiliário, o fenómeno Bad Bunny tornou-se um dos maiores movimentos de real‑time marketing dos últimos anos em Portugal. A criatividade das marcas, amplificada pelas redes sociais e pela estética visual que rapidamente se tornou código comum, transformou a passagem do artista por Lisboa num momento cultural partilhado — e numa oportunidade de comunicação que poucas quiseram deixar escapar.
Nota: Este artigo está em constante atualização.
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