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Mafra: à descoberta de uma marca territorial sustentável
21 de Maio de 2022
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Mafra: à descoberta de uma marca territorial sustentável

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Por vezes, descobrimos locais que nos surpreendem pela sua extraordinária riqueza histórica e natural, que, talvez por estarem tão perto de nós, não lhes damos o devido crédito. E este destino fica a somente 30 minutos da capital.


À minha espera na Tapada Nacional de Mafra está Margarida Gago, responsável de comunicação deste espaço há mais de 20 anos. Conhece-o como poucos e, por isso, dificilmente haveria melhor pessoa para nos guiar na visita a esta verdadeira “floresta encantada”, capaz de despertar todos os nossos sentidos para as maravilhas da mãe natureza. Com cerca de 275 anos de existência, a Tapada foi criada no reinado de D. João V e a sua história está intimamente à do Convento, tendo tido como propósito servir de espaço de recreio e caça à realeza. São mais de 800 hectares, ricos em flora e fauna, que abrigam inúmeras espécies de animais, desde veados a javalis, raposas e aves de rapina. O facto de estarem num habitual natural, tão perto do nosso olhar, deslumbra qualquer pessoa que escolha este espaço para passar um dia tranquilo longe da azáfama da cidade. O seu património natural faz com esta seja, de resto, uma localização de excelência para programas de sensibilização e educação ambiental para miúdos e graúdos.

 

Apesar de a missão da Tapada ter sido sempre a preservação e a conversação do ambiente, o espaço está a ir mais longe e a implementar medidas para reduzir a sua pegada ecológica. Não é, de resto, por acaso que fazemos esta visita num dos novos veículos elétricos do parque. Esta é uma das mais recentes apostas. “A mobilidade clássica em termos de locomoção na Tapada era feita através de veículos a diesel, e nós, de alguma forma, seguimos as tendências consideradas como boas práticas em termos de mobilidade. A mobilidade elétrica tem várias vantagens: é mais sustentável, ou seja, basicamente baseia-se na utilização de uma forma de energia mais limpa, baixando a nossa pegada de carbono. Em segundo lugar, torna-se mais agradável para os nossos visitantes, porque é mais silenciosa. Ouvimos o som da água, o som das aves, a brisa, e é basicamente isto que faz com que, tanto do ponto de vista da qualidade da visitação, como da qualidade da nossa atividade, estejamos, pensamos nós, no caminho correto”, explica Carlos Martins Pais, o Presidente da Direção, que também nos acompanha nesta viagem.


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Estes veículos elétricos substituem os tradicionais comboios que antigamente transportavam os turistas, que, depois de dois anos de pandemia, começam a regressar a esta área verde, onde o conceito de sustentabilidade está naturalmente intrínseco. “Além, obviamente, dos processos internos sobre o ponto de vista daquilo que é a atividade da empresa, nós estamos também a conduzir a gestão da nossa área florestal no sentido de aumentar e maximizar aquilo que é a capacidade de captação de carbono. Através do quê? Da otimização e da programação correta das operações de mobilização, quando é necessário fazer controlo de combustíveis florestais e plantação de novas áreas florestais, ou seja, a sustentabilidade não deixa de ser um muito importante input naquilo que são as decisões que tomamos no dia-a-dia para a gestão deste espaço”, sublinha o responsável. A Tapada encontra-se neste momento no processo de certificação Biosphere Responsible Tourism e é um dos espaços que contribui para que este concelho seja hoje considerado um Destino Turístico Sustentável.

 

Depois de Vouzela, Mafra é o segundo município português a receber o selo internacional Biosphere Destination, já que garante uma relação equilibrada entre a atividade humana, a proteção do ambiente e a preservação do património histórico-cultural. É junto ao Palácio Nacional de Mafra, classificado como Património Mundial da UNESCO, que vamos ao encontro do Presidente da Câmara Municipal, Hélder Sousa Silva, que liderou o processo até à obtenção desta certificação, encarada como um estímulo à qualificação da oferta para os operadores locais e como um critério de escolha de destino pelos turistas. “A Câmara liderou o processo, mas é um processo de envolvimento de toda a comunidade, principalmente todos os agentes turísticos do concelho. Houve vários focus group onde foi feito o levantamento daquilo que eram as expectativas, que foram sempre relacionadas com os 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. No final deste processo chegámos a uma Carta de Compromisso, que tem responsabilidades para ambos os lados: quer para o lado de quem recebe, os agentes e os atores, quer para o lado de quem nos visita, os turistas”. O autarca sublinha que “quem visita este território tem que respeitar e honrar as tradições, a memória, o ambiente e tudo aquilo que o envolve para que possa absorver o espírito que se vive neste cantinho à beira-mar plantado”.

 

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Para manter a sustentabilidade do desenvolvimento turístico, estão em curso no município várias iniciativas, como a criação de uma rede municipal de proteção ambiental, o alargamento da rede de percursos cicláveis e pedonais urbanos e a expansão da rede de percursos pedestres. “O turismo tem sido nalguns casos massificado e essa massificação leva à delapidação dos nossos recursos. Foi esse aumento de turistas que nos que nos levou e nos guindou a esta certificação para garantir que o legado para as gerações vindouras seja um legado de sustentabilidade, sem a delapidação daquilo que é o nosso bem maior: o património natural que herdamos dos nossos antepassados”, afirma Hélder Sousa Silva.

Do interior viajamos de seguida até ao litoral do município. Mafra é uma marca territorial que tem vindo a ganhar força e notoriedade graças também àquele que é considerado como um dos destinos de eleição para a prática de desportos de ondas e deslize: a Reserva Mundial de Surf da Ericeira. Estendendo-se entre as praias da Empa e São Lourenço, num espaço de apenas quatro quilómetros, esta faixa costeira destaca-se por ter 7 ondas de características únicas.

 

Os critérios que conduziram ao seu reconhecimento oficial, em 2011, foram a qualidade e a consistência das ondas, a importância histórica e cultural do surf local, a riqueza e a sensibilidade ambiental da área, bem como a forte mobilização da comunidade. Para assinalar os 10 anos desta distinção, o Ericeira Surf Clube desenvolveu o Projeto WSR+10, financiado pela Comissão Europeia, que se desenrolou ao longo de vários meses, tendo incluindo diversas iniciativas multidisciplinares, de conferências a formações e workshops, com o objetivo de promover a sustentabilidade através do surf. O Presidente do clube, Miguel Barata de Almeida, leva-nos a percorrer as ruas de uma vila que se transformou profundamente na última década ao atrair cada vez mais atletas de todo o mundo. Recentemente foi realizado um estudo que analisou o impacto da Reserva em termos económicos, sociais e ambientais. “Em termos populacionais tivemos um enorme crescimento. Houve uma altura que tinham sido criados cerca de 3 mil postos de trabalho e a grande maioria das empresas ou das grandes marcas mundiais implantadas em Portugal ficaram cá radicadas na Ericeira”, conta-nos o responsável, que nos convida a entrar no Centro de Interpretação da Reserva, localizado no centro da vila.


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Um projeto que, através da tecnologia, nos proporciona uma experiência imersiva e sensorial, permitindo-nos conhecer de forma mais detalhada esta faixa costeira. Além de explorar o papel que o surf tem vindo a representar para a evolução da Ericeira, o espaço apresenta-se também como um importante contributo para a sustentabilidade ambiental da região. Esta dimensão representa, de resto, um dos objetivos principais das Reservas Mundiais de Surf. “O trabalho tem sido muito a nível de consciencialização das pessoas que vêm para cá viver e das pessoas que por cá passam. Há uma ação permanente, não só dos surfistas, como do município, que procuram manter as nossas praias o mais limpas possíveis. Temos é ter mais atenção em relação aos estacionamentos e a algumas áreas de acesso, porque ainda há muitas pessoas que não têm essa preocupação, mas convém irmos insistindo. Aliás, o objetivo principal do nosso projeto europeu é exatamente criar comunidades de surf sustentáveis e irmos todos na mesma onda de proteção ambiental da Ericeira e da Reserva”, conclui.


O município de Mafra demonstra-nos, desta forma, como é possível a criação de valor na economia local, protegendo, em simultâneo, o património e os recursos naturais de um destino turístico!

 

Assista à reportagem do Imagens de Marca que deu origem a este artigo:

 

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