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A opinião de Luciana Cani
Liderar num novo cenário
13 de Maio de 2022
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Liderar num novo cenário
Luciana Cani
Diretora Criativa Executiva da AKQA Portland

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O Airbnb anunciou há duas semanas atrás que vai adotar o trabalho 100% remoto e que os seus colaboradores poderão morar em qualquer lugar do mundo. Para chegar a essa conclusão, o CEO da empresa testou este modelo trabalhando nos mais diversos lugares. A experiência mostrou que se é possível para ele, qualquer profissional do Airbnb também pode fazê-lo. 

 

Em contrapartida, muitas empresas têm anunciado um retorno parcial ou total dos colaboradores ao escritório. Uma decisão muitas vezes tomada apenas do ponto de vista da liderança.

 

Pesquisas apontam que há uma grande desconexão entre o que os líderes e as suas equipes desejam, ainda mais quando o assunto é trabalho remoto. Não é difícil entender porque muitos líderes preferem voltar ao trabalho presencial. Liderar neste novo cenário traz mais perguntar do que respostas. Como manter a cultura da empresa? Como ter visibilidade do trabalho? Como incentivar a colaboração à distância? Como envolver os profissionais desmotivados?


As respostas não são óbvias e um líder precisa ter uma atitude de humildade e curiosidade para testar possíveis soluções. 

 

Do meu ponto de vista, flexibilidade e soft skills são características fundamentais para navegar neste novo cenário, seja este híbrido ou 100% remoto.

 

Flexibilidade é necessária para entender que as regras podem ser ajustadas e resolver caso a caso é importante. Dou um exemplo: quando comecei a contratar profissionais na costa leste dos Estados Unidos, aprendi que por mais que o ideal seria tê-los a trabalhar no horário de Portland (2 ou 3 horas para trás) era inviável pensar que esta era uma regra inflexível. Uma solução é aprender balancear e combinar times que possam tirar proveito ao invés de se prejudicarem com horários em diferentes regiões.

 

Uma das coisas que o trabalho remoto permite é a flexibilidade que o colaborador tem de ajustar a sua própria agenda, permitindo que as atividades pessoais sejam intercaladas com as profissionais. Para que essa liberdade se mantenha, cada pessoa da equipe tem que ter visibilidade sobre o horário disponível e indisponível de cada um. Uma solução simples que pode evitar conflitos e a queda da qualidade do trabalho.

 

Já o soft skills podem auxiliar o líder na conexão com a equipe, ajudando-o a enxergar aquilo que não é mais tão visível. É necessário criar momentos relevantes para comunicar e se envolver mais, sem micro gerenciar ou tirar a autonomia da equipe. 

 

Este novo modelo de trabalho é sobre experimentar e ajustar, sempre considerando o feedback de quem vive este processo do outro lado.

 

E por que como líderes temos que nos dar a todo esse trabalho? Não é muito mais fácil voltar ao modelo anterior? A resposta é simples, encontrar essas soluções significa ter acesso aos melhores talentos e também retê-los a longo prazo. 

E entre trabalhar com mais facilidade ou trabalhar com os melhores, talvez um líder devesse escolher este último.



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