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O estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais 2026”, da Marktest, mostra ainda a estreia do Spotify na análise, que alcança 84,1% de notoriedade e entra diretamente no oitavo lugar.
O Instagram mantém-se, pelo terceiro ano consecutivo, como a rede social mais utilizada pelos portugueses. De acordo com a edição de 2026 do estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais”, da Marktest, 32,2% dos inquiridos indicam esta plataforma como aquela a que acedem com maior frequência.
O WhatsApp ocupa a segunda posição, com 25,6%, enquanto o Facebook surge em terceiro lugar, com 21,7%. A posição da rede social contrasta com a liderança que manteve até 2023, mostrando a alteração dos hábitos de utilização ao longo dos últimos anos.
Apesar da menor frequência de utilização, o Facebook continua a destacar-se quando a análise passa da utilização para a notoriedade. A plataforma apresenta uma notoriedade total de 99,2%, acima do Instagram e do WhatsApp, seguindo-se o Messenger, TikTok, YouTube e LinkedIn, lê-se em comunicado.
A edição de 2026 traz também uma novidade na lista, com a entrada do Spotify no estudo pela primeira vez. A plataforma surge em oitavo lugar em termos de notoriedade, com 84,1%, passando a integrar a análise feita pela Marktest sobre o conhecimento e utilização das diferentes plataformas pelos portugueses.
A liderança do Instagram estende-se ainda à avaliação qualitativa feita pelos utilizadores. A plataforma é a mais referida quando os inquiridos indicam a rede de que mais gostam, aquela que disponibiliza informação mais útil, a mais atual, a mais interessante e também a mais viciante. Já no critério da credibilidade, o primeiro lugar pertence ao LinkedIn.
Relações e conteúdos continuam a motivar utilização
Apesar das diferenças entre plataformas, os principais motivos para a utilização das redes sociais estão sobretudo relacionados com a manutenção de relações e o acesso a conteúdos. Cerca de metade dos inquiridos, 49,5%, afirma ter aderido à sua principal rede social para “manter o contacto com pessoas que estão longe”, enquanto 43,6% apontam o acesso a conteúdos sobre temas do seu interesse.
A diversão surge igualmente entre as razões mais referidas, com 38,9% dos participantes a indicarem este motivo para a utilização das redes sociais. Os dados mostram, assim, que a dimensão relacional continua a coexistir com o consumo de conteúdos como uma das principais funções atribuídas às plataformas.
O número médio de redes sociais utilizadas por cada pessoa mantém-se em sete em 2026. Entre os utilizadores mais jovens, contudo, esse valor sobe para dez, revelando uma utilização mais diversificada das plataformas neste grupo.
O estudo “Os Portugueses e as Redes Sociais” é realizado pela Marktest desde 2011 e acompanha indicadores de notoriedade, utilização, opinião e hábitos dos portugueses face às redes sociais. Para a edição de 2026 foram realizadas 802 entrevistas online a indivíduos entre os 15 e os 64 anos, residentes em Portugal Continental e utilizadores de redes sociais.
A recolha de informação decorreu entre 6 e 21 de julho, através de um questionário estruturado de autopreenchimento. O universo considerado pelo estudo é estimado em 5 milhões e 712 mil indivíduos, segundo o Bareme Internet da Marktest.
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