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A Inteligência Artificial esteve no centro do painel “Empresas Inteligentes”, no The Branding & Business Summit, num debate dedicado ao impacto da tecnologia na transformação dos modelos de negócio e na competitividade das organizações.
O painel contou com Francisco Pinto Balsemão, Gonçalo Oliveira, Sofia Tenreiro e Bernardo Seixas, com moderação de Fernando Paula, diretor editorial do Imagens de Marca.
Francisco Pinto Balsemão, Chairman e CEO do Grupo Impresa, destacou a importância da inovação no setor dos media, sublinhando o papel da confiança como ativo central. “O que nós fazemos enquanto media responsável é procurar diferenciarmo-nos deste ruído perigoso”, afirmou, acrescentando que a credibilidade se constrói através de conteúdos de qualidade e de jornalismo rigoroso. “Temos de saber usar a confiança que as pessoas depositam em nós”, reforçou.
Por sua vez, Sofia Tenreiro, CEO da Siemens Portugal, destacou o impacto da digitalização industrial e a forma como a tecnologia permite integrar o mundo físico e digital. “A Siemens combina o mundo real com o digital. Ao simular o mundo real no digital conseguimos implementar cenários que de outra forma seriam difíceis”, explicou, referindo a aplicação desta tecnologia em fábricas, edifícios e cidades. Sublinhou ainda que esta capacidade permite reduzir riscos e aumentar a eficiência dos processos. “Quem não se adaptar à IA vai ficar para trás”, alertou.
Também Bernardo Seixas, Founder e CEO da Granter, destacou o papel da tecnologia como fator de democratização. “A tecnologia sempre foi o grande democratizador”, afirmou, lembrando como novas dinâmicas digitais — como o surgimento de influenciadores — vieram competir diretamente com grandes marcas. Nesse sentido, reforçou a ideia de que a adoção da Inteligência Artificial deixou de ser opcional. “Quem não se adaptar à IA vai ficar para trás”, sublinhou.
Por sua vez, Gonçalo Oliveira, Chief B2B Officer da MEO, destacou a evolução rápida da qualidade das ferramentas disponíveis e o impacto positivo da sua democratização. “Estamos numa nova era”, afirmou, sublinhando que a sua organização está a investir ativamente na adoção destas soluções.
O debate abordou ainda o impacto da tecnologia na competitividade nacional, sublinhando a importância da retenção e desenvolvimento de talento como fator crítico, bem como a necessidade de criar condições estruturais para que Portugal consiga atrair e fixar competências, reforçando a ambição de posicionar o país na nova geração da economia digital.
O painel concluiu que a Inteligência Artificial funciona como um acelerador da transformação empresarial, mas não substitui a visão estratégica, a criatividade e a capacidade de decisão das organizações.
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