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O top 10 das empresas mais atrativas para trabalhar em Portugal inclui ainda a Siemens, OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, Bosch, Nestlé, RTP – Rádio e Televisão de Portugal, Banco de Portugal e CUF.
O Grupo Nabeiro – Delta Cafés volta a ser considerada a empresa mais atrativa para trabalhar em Portugal, segundo os resultados do Randstad Employer Brand Research 2026, o maior estudo independente do mundo sobre marca empregadora. A empresa mantém a liderança do ranking nacional, seguida da Microsoft e da The Navigator Company.
Segundo a Randstad, em comunicado, os principais fatores associados às empresas mais atrativas em Portugal passam pela tecnologia de ponta, boa reputação, liderança forte e ambientes de trabalho positivos.
O estudo revela também que o salário e os benefícios continuam a ser o fator mais valorizado pelos portugueses na escolha de um empregador, apontado por 68% dos inquiridos. Logo a seguir surgem o equilíbrio entre vida profissional e pessoal (67%), as oportunidades de progressão na carreira (65%), o ambiente de trabalho agradável (63%) e a segurança no emprego (58%).
Apesar disso, os resultados mostram um desfasamento significativo entre aquilo que os profissionais valorizam e a forma como avaliam os empregadores atuais. O salário, considerado o fator mais importante pelos trabalhadores portugueses, surge apenas na 12.ª posição quando os profissionais classificam as empresas onde trabalham atualmente.
“As conclusões deste estudo mostram que os profissionais portugueses continuam a procurar estabilidade e remuneração competitiva, mas existe uma valorização crescente do equilíbrio entre vida profissional e pessoal”, afirma Isabel Roseiro. A responsável acrescenta que “os trabalhadores esperam mais do que um salário atrativo: procuram empresas capazes de proporcionar bem-estar, flexibilidade, desenvolvimento e uma experiência de trabalho positiva”.
Os dados mostram ainda uma dinâmica contínua de mobilidade no mercado de trabalho português. Cerca de 12% dos profissionais mudaram de emprego nos últimos seis meses e 23% admitem fazê-lo durante o próximo semestre.
Entre os principais motivos apontados para abandonar uma empresa estão a remuneração demasiado baixa (50%), a falta de oportunidades de progressão na carreira (42%) e as dificuldades em garantir um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional (41%).
Segundo Isabel Roseiro, “salário, progressão de carreira e equilíbrio vida-trabalho são fatores inegociáveis”, acrescentando que “quando estas expectativas não são cumpridas, aumenta significativamente a probabilidade de mudança de emprego”.
O Randstad Employer Brand Research 2026 revela também diferenças geracionais importantes. Os profissionais mais jovens valorizam sobretudo cargas de trabalho mais equilibradas, flexibilidade e modelos híbridos, enquanto os trabalhadores acima dos 35 anos atribuem maior importância a fatores relacionados com saúde, bem-estar e apoio familiar.
Apesar da crescente valorização da flexibilidade, a adoção do trabalho remoto continua relativamente limitada em Portugal: apenas cerca de três em cada dez profissionais trabalham remotamente, pelo menos parte do tempo.
Na procura de novas oportunidades profissionais, o portal Net-Empregos continua a surgir como a plataforma mais utilizada pelos portugueses, seguido do LinkedIn, redes de contactos pessoais e redes sociais. O estudo destaca ainda que os profissionais mais jovens recorrem cada vez mais a ferramentas digitais, Google Jobs e aplicações de inteligência artificial para procurar emprego.
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