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A nova infraestrutura foi inaugurada na unidade da Central de Cervejas e Bebidas, em Vialonga, na presença do Secretário de Estado Adjunto e da Energia, e representa um dos projetos centrais da estratégia de descarbonização da empresa.
A Cervejeira de Vialonga vai investir 33,5 milhões de euros num sistema de bomba de calor destinado a reduzir as emissões de carbono associadas à produção de cerveja, numa solução desenvolvida em parceria com a Siemens Portugal.
Segundo a empresa, citada em comunicado, o sistema permitirá reduzir em cerca de 50% as emissões de CO₂ associadas à energia térmica, uma das áreas mais intensivas em consumo energético na produção cervejeira. Esta componente representa cerca de dois terços da energia total utilizada na unidade.
O investimento integra um plano mais alargado de 135 milhões de euros aplicado desde 2017 na transição energética das operações da empresa, que desde 2024 utiliza eletricidade proveniente de fontes 100% renováveis.
A solução assenta numa bomba de calor de alta temperatura de 6 megawatts, que recupera energia proveniente dos processos de refrigeração e a converte em energia térmica, reduzindo a dependência do gás natural.
Em comunicado, Julien Haex, diretor-geral da Central de Cervejas e Bebidas, afirma que o projeto “resulta da colaboração entre parceiros de excelência e com elevada experiência, de investimento próprio privado com apoio das políticas públicas e da determinação das nossas equipas”, acrescentando que o objetivo passa por tornar a operação “mais eficiente, resiliente e preparada para os desafios do futuro”.
Por sua vez, Sofia Tenreiro, CEO da Siemens Portugal, descreve o projeto como “um exemplo de tecnologia com propósito”, sublinhando que a solução se baseia numa tecnologia que “recupera energia antes desperdiçada” e resulta de uma parceria entre conhecimento industrial e tecnológico.
O projeto prevê ainda a introdução, em 2028, de uma bateria térmica capaz de armazenar eletricidade renovável sob a forma de calor de alta temperatura, permitindo produzir vapor sem emissões de carbono. Esta solução será desenvolvida em parceria com a EDP e a Rondo.
A empresa aponta a meta de atingir neutralidade carbónica na produção até 2030 e descarbonização de toda a cadeia de valor até 2040.
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