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A opinião de Luciana Cani
As empresas e os seus funcionários durante a crise
10 de julho de 2020
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As empresas e os seus funcionários durante a crise
Luciana Cani
Executive Creative Director da Saatchi Tokyo

Nota da direção editorial: Ultrapassámos os nossos records de audiência em Televisão e Online nos últimos meses. Obrigado por ter estado connosco!

Agora, que começamos um novo ciclo, queremos continuar consigo e a tê-lo sempre ao nosso lado. Mais do que nunca é preciso estarmos juntos!


Quando mudei do Brasil para Portugal fiquei surpresa ao entender as diferenças das leis de trabalho de um país para o outro. No Brasil é preciso somente um mês de aviso prévio e não de uma forte razão para que um profissional seja desligado de uma empresa. Fiquei impressionada quando soube que para justificar certos casos de demissão em Portugal, o empregador precisava eliminar aquela posição dos quadros da empresa.

Olhava para aquilo com um olhar crítico, pensava que algumas medidas comprometiam a produtividade da empresa. Observei profissionais insatisfeitos, que nada faziam para disfarçar o seu descontentamento, a ocupar uma mesma posição por anos. Me perguntava se a proteção demasiada do trabalhador afetava a competitividade e a meritocracia.

 

Mas é claro que eu estava a observar um só lado da moeda.

 

Quando mudei para os Estados Unidos, tive a chance de observar o lado mais extremo da falta de proteção trabalhista. Lá pessoas podem ser desligadas de uma empresa do dia para a noite, sem muitas explicações ou negociações. O modo como cada empregador conduz o processo de demissão de um profissional é parte de uma conduta própria e cultural de cada empresa. A lei não protege o empregado.

 

Aqui no Japão, no meio da crise gerada pela pandemia, vejo o lado extremo oposto aos Estados Unidos.

A empresas acumulam lucro durante a fase de crescimento da economia, para que durante períodos de crise possam manter os seus funcionários, fazendo assim uso dos lucros obtidos em épocas anteriores.

Isso acontece não porque as empresas no Japão escolhem proteger os seus funcionários, elas o fazem por falta de opção. Por lei é muito difícil demitir profissionais sob contrato fixo no Japão.

 

Admito que hoje em dia tenho outros questionamentos, diferentes daqueles que tinha quando mudei para Portugal.

Depois de observar as diferenças dos países pelos quais passei e ao ver tantos profissionais perdendo os seus empregos, me pergunto se uma empresa tem mesmo que crescer todos os anos para ser considerada saudável. É mesmo preciso alcançar sempre números maiores e ter mais clientes a cada ano? E caso isso não aconteça, a única solução é demitir pessoas? 

 

Vi muitas vezes reestruturações serem feitas onde um número grande de profissionais foram demitidos e que após um curtíssimo período de tempo, a mesma empresa teve que voltar a contratar rapidamente. Em outras palavras, o que foi feito não se podia chamar reestruturação, e sim uma resposta para provar o comprometimento com o lucro em detrimento da própria sustentabilidade da empresa. 

 

No meio de uma pandemia como esta, faz-nos pensar até onde o crescimento e o lucro prometido aos stakeholders devem manter-se acima de tudo, justificando qualquer decisão.

 

Espero que no futuro empresas possam basear o seu sucesso para além do seu crescimento.

 

O nível de contentamento e comprometimento de funcionários, estabilidade, ideias inovadoras e medidas que agregam valor a uma empresa deveriam contar para o sucesso da mesma, tanto quanto o lucro obtido.

 



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