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Racismo no centro do debate
A resposta das marcas ao caso George Floyd
1 de junho de 2020
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A resposta das marcas ao caso George Floyd

O assassinato de um homem negro por um polícia nos Estados Unidos tem vindo nos últimos dias a provocar uma onda de protestos no país e em todo o mundo. Mas como é que as marcas estão a responder ao caso George Floyd?


O vídeo que mostra o ex-segurança negro a ser imobilizado no pescoço por um polícia branco em Minneapolis, desencadeou uma vaga de protestos e manifestações a partir do dia 25 de maio. A morte do homem de 40 anos reacendeu a revolta nos Estados Unidos, e um pouco por todo o mundo, contra os diversos casos de negros mortos pela polícia.


E já há algumas marcas e empresas que estão a deixar bem clara a sua posição face ao tema.  É o caso, por exemplo, da Nike que apela a que todos se unam contra o racismo. Através de um filme de 60 segundos, intitulado “For Once, Don’t Do It” e assinada pela Wieden + Kennedy Portland, a marca pretende sensibilizar para uma questão profunda que continua a dividir a sociedade norte-americana. “Não finja que não existe nenhum problema na América. Não aceite que vidas inocentes continuem a ser tiradas. Não dê mais desculpas. Não se sente e fique em silêncio”.



Uma das concorrentes diretas da Nike, a Reebok, deixou também o seu próprio “statement” através de uma publicação no Instagram: “Sem a comunidade negra, a  Rebook não existiria. A América não existiria.” E as mensagens chegam de diferentes áreas de negócio e atividade. Por exemplo, a marca de gelados Bem & Jerry’s decidiu recuperar a mensagem que emitiu há alguns anos quando apoiou o movimento #BlackLivesMatter, lembrando que as palavras continuam a ser relevantes nos dias de hoje: “Estes ataques racistas e brutais contra os nossos irmãos negros têm de acabar”.



Ao contrário do que aconteceu em casos e eventos semelhantes, que também provocaram manifestações no passado – nomeadamente em 2014 quando surgiu o movimento #BlackLivesMatter – quando na altura poucas empresas falaram abertamente sobre o tema -, agora parece haver mais vontade por parte das marcas em serem pró-ativas neste campo.


Em declarações à Adweek, Lewis Williams, CCO de uma empresa especializada em marketing multicultural, a Chicago Burrell Communications, mencionou várias razões para a súbita disposição das marcas em unir esforços com os manifestantes: “quando se trata do relacionamento que as gerações mais jovens têm com as marcas, as expectativas de todos aumentaram”. Hoje, com muitas empresas - e também celebridades – a emitirem declarações poderosas contra o racismo nas suas redes sociais, muitos defensores da igualdade estão a responder nestas plataformas com três palavras: "open your purse” (“abra sua carteira").



Marcas reconhecidas estão a responder com planos efetivos que possam contribuir para esta luta da comunidade negra. Na sexta-feira, por exemplo, o YouTube prometeu doar cerca de um milhão de dólares para “combater a injustiça social”. Por outro lado, a marca de luxo Glossier anunciou este domingo que iria dividir o seu apoio de um milhão de dólares em dois eixos: cerca de 500 mil dólares serão entregues a grupos de justiça racial como o movimento #BlackLivesMatter e a restante quantia será destinada a subsídios para empresas e marcas que atuem na área da beleza e que sejam propriedade de pessoas negras.


 

Segundo ainda Williams, em entrevista à Adweek, “as marcas precisam de oferecer algo mensurável porque os consumidores de hoje esperam mais do que apenas palavras - especialmente após a maneira como as marcas reagiram à pandemia da Covid-19, apoiando diversas comunidades através de doações de milhões de dólares.” O profissional refere que as críticas e a raiva dirigidas a marcas e influenciadores que pouco fazem mais do que proferir palavras de apoio devem-se não apenas à brutalidade deste caso, mas também ao barril de pólvora criado pelo desemprego em massa e pelo “stress” pandémico: “Não existe liderança no país neste momento e as pessoas estão à procura de um líder. Então olhamos para as marcas. A quem posso pedir ajuda?”.


À Adweek, Williams diz ainda esperar que as marcas participem em iniciativas que vão além da doação de fundos a grupos ativistas: “Dinheiro não é suficiente. Nós temos que mudar. Tem de ser algo mensurável. (…) A coisa mais fácil é alguém dar 2 milhões de dólares e ir-se embora. Se o dinheiro não está a ir para onde deveria ir, não está a fazer nada”, conclui.


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