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A opinião de Frederico Roberto
A importância de atrair talento internacional para Portugal
26 de junho de 2020
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A importância de atrair talento internacional para Portugal
Frederico Roberto
Diretor Criativo Executivo da Interweave

Nota da direção editorial: Ultrapassámos os nossos records de audiência em Televisão e Online nos últimos meses. Obrigado por ter estado connosco!

Agora, que começamos um novo ciclo, queremos continuar consigo e a tê-lo sempre ao nosso lado. Mais do que nunca é preciso estarmos juntos!


As industrias criativas – nomeadamente a nossa da comunicação publicitária – são das mais vocais no que toca a apregoar a necessidade de ter não só equipas diversificadas em raça, credo, idade e género, mas também figuras no topo e na liderança de empresas chave no mercado.


Se a regra numero 1 da publicidade é a de que temos de fazer algo diferente para ter impacto, é lógico – a meu entender – que deveríamos ter equipas constitui das por pessoas diferentes, com diferentes pontos de vista e experiências de vida, para apresentar soluções diferentes.

 

E é engraçado pensar que nas últimas 3 décadas Portugal fez exactamente isso. Não a rodos, mas fê-lo de alguma forma. Uma breve análise (pelo menos a que me lembro desde que ando nestas lides):

 

Na década de 90, Edson Athayde liderou a carga de internacionais brasileiros que chegaram a Portugal para mudar para sempre o panorama da publicidade nacional. Logo a seguir ao Edson, outros como Marcelo Lourenço, André Rabanea e Erick Rosa vieram para fazer do nosso país a sua casa e reescrever a livro de regras da criatividade deste pedacinho de terra à beira-mar plantado. (Perdoem-me a clichezada, tenho saudades do meu Portugal). De repente, e graças a eles, as nossas televisões, rádios e ruas ficaram muito mais alegres.

 

Na década de 2000, abraçámos uma vaga de irmãos argentinos, encabeçados provavelmente pelo seu nome maior Chacho Puebla, que trouxeram muito mais salero à nossa comunicação. E as primeiras grandee interaçcões e integrações entre o online e offline vieram mudar todo o paradigma do que era possível ser feito.

 

E na década de 2010 – e após a crise financeira e consequente ‘fuga criativa’ do nosso próprio talento para o estrangeiro – eis que vemos um regresso a Portugal desse mesmo talento que apreendeu toda uma outra forma de trabalhar, todo um processo criativo diferente – e exigente! – que Portugal precisava. E precisa. Destaco nomeadamente ambas as Susanas, Albuquerque e Coerver, o Miguel Durão e o Jorge Teixeira. Todos com responsabilidades diferentes, desde virar barcos até construir os seus próprios barcos.

 

Mas, e acreditem ou não, visto de fora, toda esta movimentação está a dar frutos. Porque aliados aos suspeitos do costume como o Escritório, o Hotel, a BBDO ou a Lola, a fusão do que é nacional é bom com o que é internacional é de valor acrescentado, começam-se a construir bons plantéis para ir à luta internacional. Mas ainda falta um bocadinho assim, já diziam os Suissinhos.

 

E eu creio que as agências que tenham a capacidade de, neste momento, contratar talento internacional – na sua busca eterna de fazer diferente – vão destacar-se pela qualidade de craft, de valores de produção (não confundir com o orçamento gasto em produção) e de ideias com um olhar muito mais abrangente. Um olhar global. Destaco nomeadamente o talento norte-americano e britânico, raros no nosso país na maioria das vezes por não conseguirmos oferecer valores competitivos. Mas sabemos também que em indústrias criativas, o dinheiro não é tudo. A oportunidade de fazer trabalho de renome, com exposição e impacto na cultura é tudo. As grandes holdings (IPG, OMNICOM, WPP e Publicis) deviam olhar para Portugal – como já olham – como um hub criativo cujas exigências de resultados financeiros não são tão apertadas (foco no “tão”), para adicionar valor criativo nas suas network reputations. E como tal, essas networks, desde a Ogilvy à FCB, VMLY&R ou McCann poderiam – e deveriam – liderar essa carga de atrair o talento internacional (como já o faz, por vezes, em certos projectos, com intercâmbio temporário) para fazer ainda melhor trabalho do que já se faz em Portugal.

 

Temos tanto para oferecer (outra clichezada, sorry) como país, que fica a ideia. Para passar ao próximo nível é preciso pensar diferente. É também por isso que o tópico da Diversidade e Inclusão é tão importante. Mesmo para o nosso pequeno Portugal, que, de pequeno, só tem a área geográfica.



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