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O medo continua a travar muitos portugueses, mesmo quando sabem que arriscar pode fazer a diferença. O novo estudo da ConsumerChoice revela que 87% dos inquiridos admite já ter deixado escapar uma oportunidade por receio de arriscar, apesar de 98% acreditar que arriscar pode abrir portas a melhores oportunidades.
A análise apresenta um dos maiores paradoxos na forma como os consumidores encaram as suas decisões. Se, por um lado, a maioria demonstra receio de falhar, por outro, 95% já deu um passo importante apesar das dúvidas que sentia e 96% considera que, sempre que saiu da sua zona de conforto, acabou por valer a pena.
Para além disso, o estudo mostra ainda que os entrevistados continuam a procurar validação antes de tomar decisões importantes. 98% afirma ouvir a opinião de outras pessoas, mas 75% garante que a decisão final é sempre sua, demonstrando que o aconselhamento continua a ser importante sem comprometer a autonomia individual. Já 17% prefere decidir sozinho e apenas 8% dos participantes segue habitualmente as recomendações de pessoas em quem confia.
“As escolhas que fazemos, grandes ou pequenas, têm um impacto muito maior do que imaginamos. Algumas mudam apenas um dia, outras acabam por redefinir um percurso. Foi precisamente essa dimensão da decisão humana que quisemos explorar através deste estudo: compreender o que leva os portugueses a avançar, a adiar ou a mudar de direção. Porque acreditamos que compreender como as pessoas tomam decisões é essencial para antecipar comportamentos e ajudar as marcas a responder de forma mais relevante às suas necessidades”, afirma Nassrin Majid, Diretora-Geral da ConsumerChoice.
Quanto ao procurar aconselhamento, os inquiridos recorrem sobretudo ao seu círculo mais próximo. 52% identifica o parceiro como uma das principais influências nas suas decisões e 51% refere a família, enquanto os amigos surgem mais distantes, sendo mencionados por 31% dos entrevistados.
Nas decisões de compra prevalece também a confiança na experiência pessoal. Sete em cada dez portugueses (70%) declara que a sua própria experiência é o principal fator de influência na escolha de um produto ou serviço, seguida das recomendações de familiares (43%), das avaliações de outros consumidores (42%) e das opiniões online (25%). Em sentido contrário, a publicidade e os influenciadores digitais têm um impacto significativamente menor nas escolhas dos participantes.
Apesar de procurarem validação, decidir continua a ser um desafio para grande parte. Quase metade (47%) considera que tomar decisões é difícil ou muito difícil e somente 22% afirma que esse processo é fácil. Ainda assim, 51% refere sentir-se relativamente ou muito confiante quando enfrenta uma decisão importante, o que mostra que a confiança e a dúvida coexistem frequentemente no momento de decidir.
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