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Para a maioria, a tecnologia já não é uma tendência futura, mas uma competência essencial para os alunos.
A Inteligência Artificial está a ganhar espaço no quotidiano escolar e as famílias portuguesas querem que a escola acompanhe essa transformação. Segundo o estudo “Regresso às Aulas” do Observador Cetelem, 40% dos encarregados de educação defendem que os estabelecimentos de ensino devem promover informação sobre IA e 37% identificam uma forte necessidade de formação nesta área.
A perceção das famílias é amplamente favorável ao potencial pedagógico destas ferramentas: 60% consideram que a IA deve ser encarada como um complemento essencial no processo de aprendizagem e 45% acreditam que tem impacto positivo no desempenho escolar. A rápida integração da IA no dia a dia dos estudantes está, contudo, a criar novos desafios para escolas, famílias e alunos, que pedem mais preparação e literacia digital.
“O debate já não está centrado em saber se os jovens utilizam ou não Inteligência Artificial. O desafio passa agora por garantir que alunos, famílias e escolas dispõem das competências necessárias para tirar partido desta tecnologia de forma responsável e eficaz”, afirma Leonor Santos, Diretora de Jurídico e Relações Institucionais do Cetelem, citada em comunicado.
Famílias pedem mais preparação para a era da IA
Embora 69% dos pais afirmem conhecer ferramentas de IA, mais de um terço considera que existe uma forte necessidade de formação para garantir uma utilização adequada e responsável.
Para responder a este desafio:
40% defendem que as escolas devem promover iniciativas de informação sobre IA;
26% consideram importante ensinar a utilização básica destas ferramentas;
25% acreditam que estas competências devem ser integradas no currículo escolar.
A visão dominante do estudo é clara: as famílias não rejeitam a tecnologia no contexto educativo — querem que seja usada com propósito, segurança e orientação.
Tecnologia educativa sim, distrações digitais não
Se a abertura à IA é elevada, o mesmo não acontece com tecnologias associadas à distração. Um ano após a implementação da proibição de smartphones nas escolas, 74% dos encarregados de educação avaliam positivamente a medida.
As preocupações com o ambiente digital mantêm-se elevadas:
58% dos pais estão bastante preocupados com a segurança online dos filhos;
42% consideram que as redes sociais prejudicam o desempenho escolar.
Segundo a nota de imprensa, os resultados sugerem que as famílias valorizam tecnologias que contribuem para a aprendizagem, mas defendem limites claros para dispositivos e plataformas que interferem com o foco e o bem-estar dos alunos.
No que diz respeito ao próximo ano letivo, a visão das famílias é globalmente otimista: 44% acreditam que será melhor do que o anterior, destacando a motivação dos alunos como uma das principais razões para esse sentimento.
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