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A opinião de Alberto Rui Pereira
Web 3.0: O que traz de novo para o marketing digital?
12 de Setembro de 2022
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Web 3.0: O que traz de novo para o marketing digital?
Alberto Rui Pereira
CEO / IPG Mediabrands Portugal

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Ao longo de mais de 30 anos que temos vindo a assistir a mudanças constantes na internet. A partir da metade dos anos 90, a internet foi responsável por transformar a sociedade. Mudou a forma como as pessoas passaram a consumir informação, cultura, serviços, produtos, entretenimento e conhecimento.


No início da década de 2000, a Web 2.0 trouxe conteúdos interativos, novas formas de consumo e construção de redes de contacto que permitiram o desenvolvimento das plataformas de social media como o Facebook e Instagram. Foi o momento em que as pessoas se voltaram para o lado social, colaborativo, interativo e responsivo.


Se comparássemos com as fases do cinema, a Web 1.0 poderia representar a era do cinema a preto e branco, enquanto a Web 2.0 seria a era do 3D a cores, e a Web 3.0 as experiências imersivas no metaverso. Assim como a Web 2.0 mudou a forma do marketing, dos negócios e do consumo em todo o mundo, agora pode ser a vez da Web 3.0, e estarmos perante um dos maiores desenvolvimentos de sempre.


Com a transição para a Web 3.0, baseada na realidade virtual 3D, nas criptomoedas e em tecnologias como o blockchain, abrem-se novas oportunidades para o marketing e para as marcas. A Web 3.0 surge, agora, como a nova tendência mundial que afetará o modo como as pessoas se relacionam com a internet, trazendo um novo impacto na sociedade que se rege pela conexão em tempo integral e a transformação das relações humanas.


Neste processo que tem sido progressivamente evolutivo, o que torna a Web 3.0 diferente da anterior e que oportunidades traz para os profissionais de marketing digital? Em primeiro lugar, esta nova web é marcada por três grandes conceitos: Descentralização - independência de bancos de dados, órgãos governamentais, fronteiras ou tecnologias de empresas, o que permite um controlo maior por parte do utilizador dos seus dados pessoais; Privacidade - reduz a exposição de dados pessoais, problemas com rastreamento e fuga das publicidades direcionadas; e Virtualização, com o fortalecimento de mundos digitais e reprodução de experiências realísticas de modo virtual.


Para os profissionais de marketing, a transição para a Web 3.0, será provavelmente uma evolução e não uma revolução. Poderá proporcionar uma ampla gama de novas oportunidades, incluindo o potencial de ligações mais próximas com os consumidores, maior foco na sustentabilidade e responsabilidade social, e experiências mais imersivas, através da conjugação dos vários canais de marketing, incluindo provavelmente, maior protagonismo das redes sociais e do reforço da sua função de dependência social. Mais do que uma mera questão estratégica, trata-se ainda de garantir a relevância da autenticidade em todas as interações da marca, para assegurar a eficácia da comunicação neste novo paradigma.


Outra das diferenças consiste no alcance das pessoas. Enquanto a Web 2.0 é focada nas comunidades, especialmente com as marcas Direct to Consumer (DTC), a Web 3.0 tem como objetivo alcançar utilizadores individuais, para perceber quais as suas preferências e fornecer experiências adaptadas ao seu comportamento, de forma transparente, com base na tecnologia blockchain. Esta é uma nova fase muito sedutora para quem trabalha em marketing e a oportunidade para a construção de marcas que vão mais além do que produtos ou serviços, com um propósito definido e que potenciam experiências mais imersivas.  


Novas abordagens de marketing digital poderão, assim, florescer para identificar formas alternativas para as marcas interagirem com os consumidores, que neste novo modelo de internet podem controlar a sua identidade e ter muito mais poder.


Como alguém disse um dia, “o marketing não muda, o que interessa às pessoas, sim”. Do ponto de vista empresarial, todos precisamos de nos preparar para a transformação e concentrar-nos em fornecer valor aos consumidores. O mercado ainda está em processo de adaptação e existe um oceano azul de possibilidades nesse sentido.


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