Volta: a nova marca do Sistema de Depósito e Reembolso que quer mudar hábitos em Portugal

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Volta: a nova marca do Sistema de Depósito e Reembolso que quer mudar hábitos em Portugal
5 de Março de 2026
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O sistema aplica-se a garrafas de plástico (PET) e latas de bebidas de uso único até três litros, prevendo um depósito de 10 cêntimos por embalagem, valor que será devolvido no momento da entrega nas máquinas automáticas ou nos pontos de recolha.


A marca Volta, símbolo do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) em Portugal, foi oficialmente apresentada sob o mote “O futuro tem V de volta” num evento realizado na Estufa Fria, em Lisboa, no qual o Imagens de Marca esteve presente, assinalando o arranque de um projeto que entra em vigor a 10 de abril de 2026 e que pretende transformar a relação dos portugueses com as embalagens de bebidas.


Ao longo da apresentação conduzida por Leonardo Mathias, Presidente do Conselho de Administração da SDR Portugal, e Lia Oliveira, Diretora de Marketing e Comunicação da SDR Portugal, ficou claro que o projeto vai muito além da infraestrutura: trata-se de uma mudança estrutural de comportamento.


Escala do projeto e enquadramento europeu


Em palco, Leonardo Mathias começou por enquadrar o sistema no contexto nacional, lembrando que em Portugal são consumidas cerca de 2,1 mil milhões de embalagens de bebidas de uso único por ano abrangidas pelo SDR. Para o responsável, este número justifica a dimensão do desafio, sublinhando que “estamos a falar de um dos maiores projetos industriais, logísticos, tecnológicos e comerciais implementados no país”.


O Presidente do Conselho de Administração da SDR Portugal destacou ainda a experiência internacional como referência, referindo que “18 países europeus já têm sistemas de depósito”, com uma média de “90% de taxa de recolha”, um dado que considera demonstrar a eficácia do modelo. Nesse enquadramento, reforçou que o objetivo nacional é atingir “90% de taxa de recolha até 2029”, alinhando o país com as metas europeias.


O responsável sublinhou também que o sistema exige um circuito dedicado e uma infraestrutura robusta, detalhando que o país contará com 2.500 máquinas automáticas e 48 quiosques distribuídos por 36 municípios, garantindo cobertura nacional. A monitorização diária dos fluxos foi apresentada como elemento essencial de transparência e gestão baseada em dados, reforçando a confiança no modelo.


A intervenção da Ministra: reforma estrutural e economia circular


Durante a sessão, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, enquadrou o SDR como uma transformação estrutural nas políticas públicas. Classificou o sistema como “um instrumento estrutural de política ambiental no nosso país e um marco determinante na transição para um modelo de economia circular”, sublinhando o seu alinhamento com as metas europeias.


A governante reforçou que o projeto representa “uma verdadeira reforma com impacto e benefícios palpáveis na vida das pessoas”, destacando o contributo para o aumento das taxas de reciclagem e para a redução da deposição em aterro.


No final da apresentação, a governante teve ainda oportunidade de experimentar uma das máquinas de recolha, testando o processo de devolução de uma embalagem, num gesto que simbolizou a simplicidade operacional do sistema.


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Volta: da complexidade operacional à ligação emocional


No palco, Lia Oliveira explicou que a criação de uma marca própria surge da necessidade de dar identidade e clareza a um sistema de grande complexidade. “Criar uma marca é fundamental porque estamos a falar de um sistema complexo”, afirmou, acrescentando que a operação envolve “uma logística muito diversificada e um sistema informático que tem de ser à prova de bala”.


Para a responsável, o desafio não é apenas técnico, mas comportamental. “Mudanças de comportamento são muito difíceis de fazer”, reconheceu, defendendo que a Volta surge para criar identificação e facilitar a adesão dos consumidores.


“Precisamos de uma marca que agregue valores com os quais as pessoas se identifiquem”, sublinhou, explicando que o objetivo é tornar o gesto de devolver uma embalagem intuitivo, simples e integrado na rotina diária.


Retalho, parceiros e capilaridade nacional


Na apresentação, foi sublinhado que o sistema resulta de uma articulação alargada entre indústria e distribuição, envolvendo os principais grupos do retalho em Portugal, cuja participação é determinante para garantir a capilaridade da rede. Entre os parceiros referidos encontram-se Pingo Doce, Sonae, Lidl, Aldi e Mercadona, cuja presença permitirá integrar as máquinas nos espaços onde os consumidores já realizam as suas compras, facilitando a devolução no momento habitual de ida ao retalho.


Nesse contexto, Leonardo Mathias destacou que “só com a colaboração de todas estas entidades é que será possível implementar com sucesso o sistema no nosso país”, reforçando a natureza colaborativa do projeto e a necessidade de envolvimento de toda a cadeia de valor.


Já em entrevista ao Imagens de Marca, Lia Oliveira reforçou a importância estrutural dos retalhistas, explicando que o sistema foi desenhado para garantir conveniência e proximidade, uma vez que permite integrar o momento da compra com o momento da devolução. Segundo a responsável, esta integração é essencial porque, sem essa rede, “seria muito mais complexo” assegurar a capilaridade necessária para uma adesão nacional.


Ao longo do desenvolvimento do projeto, acrescentou ainda que o sistema contou com o envolvimento de parceiros técnicos, académicos e institucionais, sublinhando que esta articulação foi determinante para garantir que o modelo chegasse ao arranque oficial com base sólida, tanto do ponto de vista operacional como estratégico.


Comunicação estruturada em três fases


Na apresentação, foi sublinhado que a comunicação da Volta é parte integrante do arranque do sistema, uma vez que a mudança pretendida exige clareza e repetição da mensagem. A equipa destacou que, depois de anos de preparação institucional e operacional, é agora fundamental falar diretamente com os cidadãos, explicando o que vai mudar e como o sistema funcionará.


Nesse enquadramento, foi assumido que o sistema entra numa fase decisiva de contacto público, sendo a comunicação considerada essencial para garantir adesão. Como foi referido em palco, é necessário que “as mensagens sejam claras, consistentes e repetidas”, para que o novo comportamento possa ser interiorizado e transformado em rotina.


Já em entrevista ao Imagens de Marca, Lia Oliveira detalhou a estratégia da campanha de lançamento da Volta, explicando que a marca estreia-se com uma campanha de comunicação multimeios. A responsável referiu que a criatividade está a cargo da Dentsu Creative Portugal, contando ainda com o apoio da ALL Comunicação na estratégia de comunicação e da Wavemaker na definição da estratégia e compra de espaço em media, assegurando uma abordagem transversal que inclui televisão, rádio, digital e ponto de venda.


A Diretora de Marketing e Comunicação da SDR Portugal esclareceu que a campanha terá presença em televisão, rádio, digital e ponto de venda, assegurando que, sendo um sistema nacional, “temos de conseguir chegar a todos”, desde os públicos mais digitais aos menos digitais, garantindo cobertura transversal e repetição consistente da mensagem.


A implementação está organizada em três fases distintas. A primeira é a fase informativa, centrada no lançamento do site oficial e das redes sociais, onde será explicado “o que é que vai mudar”, “como funciona o sistema”, “que embalagens entram” e “onde é que vão estar os pontos de recolha”. Esta etapa tem como objetivo enquadrar o projeto e preparar os consumidores para a transição.


Segue-se a fase de experimentação, que arranca a 10 de abril de 2026, momento em que o sistema começa oficialmente a operar. Nesta fase, o foco será incentivar a primeira utilização das máquinas de recolha e garantir que a experiência do consumidor é positiva, criando condições para a repetição do comportamento.


Por fim, a fase de consolidação pretende transformar a devolução de embalagens num hábito regular, normalizando o sistema no quotidiano das pessoas e construindo uma nova cultura de participação. Durante o período inicial de transição, poderão coexistir embalagens com e sem símbolo Volta, permitindo uma adaptação progressiva do mercado.

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