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A opinião de Pedro Matias
Verde, Código, Verde – a Era Digital
14 de março de 2019
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Verde, Código, Verde – a Era Digital

A velocidade a que o mundo gira, o constante processo de digitalização e a indústria 4.0 vão obrigar a que milhares de empresas portuguesas entrem no comboio da digitalização. O bilhete está comprado e o QR-Code do mesmo vai chegar a cada empresa, quer queiram quer não, e é inimaginável que alguma organização não o faça.

A avalanche da transformação tem vindo a abranger, sobretudo, as áreas do turismo, comércio e serviços, mas vai chegar a todas as áreas de negócio.

O Digital é petróleo do Sec. XXI e o novo combustível do universo empresarial.

Mas por onde devemos começar? Qual o primeiro e principal objectivo? A caminhada começa na aceleração da adoção da indústria 4.0. pelo tecido empresarial português, reconhecendo que esta será determinante para a competitividade do país. Para isso, devemos capacitar, dotar de informação e incrementar as competências das PME para a adoção de medidas, tecnologias e ferramentas 4.0, incentivando a aceleração a transição da economia portuguesa para uma economia mais Digital.

A segunda parte será a Co-criação, uma expressão que as empresas estão a descobrir, percebendo desde logo que se trata de uma metodologia ganhadora e que permite resultados mais rápidos. Porquê? Porque, como bem sabemos, quando unimos esforços, podemos chegar mais longe e mais rápido. A velha lógica do 2+2=5.

É isso que as empresas sentem quando começam a perceber quais os resultados que conseguem obter através de parcerias. E isto acontece tanto com um gigante tecnológico, muito alicerçado em inovação, como com uma empresa de serviços ou mesmo uma ONG.

Todos ganham dinamismo e mais força no mercado. As parcerias e o trabalho em rede são o ponto crítico para a transformação digital. Com elas criamos conhecimento e descobrimos soluções para a transformação de processos e de modelos de negócio sendo que a principal alavanca de inovação nas empresas é o seu capital humano.

Várias entidades têm vindo a apostar nesta estratégia de união, a cocriação, pela via da digitalização, criando vários produtos e projetos.

Estamos também a inovar ao nível das PME impulsionando as exportações, ajustando-as a novos desafios e para tal foi lançado recentemente o Programa PME Digital. Um projeto que pretende que as PME portuguesas dos setores automóvel e dos materiais ou os produtores de matérias-primas e comércio possam desenvolver e aplicar mudanças disruptivas que as tornem mais competitivas e formatem novos modelos de negócio.

Quem sabe não possamos replicar a ideia do processo de criação “Empresa na Hora” ao sistema de transformação digital das PME, lançando-se o “Balcão Único para a transformação digital”.

No setor agroindustrial, por exemplo, Portugal tem feito um forte investimento na capacitação e no desenvolvimento de soluções digitais que têm permitido acelerar a transformação digital nesta área. A criação, em Portugal, do primeiro Digital Innovation Hub, o Hub4Agri, é disso um bom exemplo.

E não se pense que o Digital é só para Startups e empresas do ramo tecnológico. Ainda recentemente se implementaram soluções digitais no âmbito de um Projecto de Smart Farming numa Queijaria. E os resultados obtidos são bastante interessantes, uma vez que permitem aumentar a competitividade, sustentabilidade e produtividade dos sistemas agroindustriais, através do desenvolvimento de soluções digitais específicas em todo o processo de produção.

No sector do leite, por exemplo, está a ser promovida a eficiência energética e bioeconomia junto de produtores de leite nacionais.

Outro exemplo é a otimização das práticas agrícolas através da monitorização de temperatura e de humidade no processo de maturação do grão de milho, uma das culturas mais importantes de Portugal.

Aliando cultura de inovação, digitalização e cocriação, sabemos que as empresas se renovam, crescem e tornam também o país mais competitivo. Se o fizerem através de parcerias e da co-criação podem fazê-lo ainda de um modo mais rápido e eficaz.

O Digital está de facto a ganhar uma presença e uma importância enorme na economia e na sociedade por isso é caso para dizer que a tradicional frase que nos habituamos a ouvir no final dos anos oitenta de “Verde, Código, Verde”, quando começamos a fazer pagamentos num terminal Multibanco, veio para ficar e cada vez mais sectores e atividades vão fazer este caminho.

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