Um em cada quatro profissionais está há mais de 20 anos no mesmo emprego

Pesquisa

Estudo
Um em cada quatro profissionais está há mais de 20 anos no mesmo emprego
19 de Agosto de 2026
Um em cada quatro profissionais está há mais de 20 anos no mesmo emprego
Um em cada quatro profissionais está há mais de 20 anos no mesmo emprego
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.
Um em cada quatro profissionais está há mais de 20 anos no mesmo emprego
Pub
00 Artigo - Lateral texto00 Artigo - Lateral texto
Continuar a ler depois do destaque
Em destaque
00 Artigo - Horizontal topo texto00 Artigo - Horizontal topo texto

Um em cada quatro profissionais em Portugal está há mais de 20 anos no mesmo emprego. O dado, divulgado pela Randstad Research a partir dos resultados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), é um dos principais destaques do mercado de trabalho português no segundo trimestre de 2026.


No total, 1,39 milhões de profissionais têm uma antiguidade superior a duas décadas no emprego atual, o equivalente a 25,7% do total de pessoas empregadas. Segundo a Randstad, este indicador manteve uma trajetória de crescimento até à pandemia, tendo invertido a tendência a partir de 2020. No segundo trimestre deste ano, o valor estabilizou.


Os dados revelam também uma evolução positiva no volume de emprego. A população ativa aumentou em 53,5 mil pessoas entre abril e junho, ultrapassando, pela primeira vez, a barreira dos 5,7 milhões. Em termos homólogos, o crescimento foi de 2,2%. Já o número de pessoas empregadas cresceu em 99 mil, aproximando-se dos 5,4 milhões. A taxa de emprego fixou-se nos 58,3%. Entre os 4,57 milhões de trabalhadores por conta de outrem, 85,5% têm um contrato sem termo, enquanto os contratos a termo representam 14,5%.


Desemprego recua, mas jovens continuam em situação mais vulnerável


O desemprego também registou uma evolução favorável. No segundo trimestre, o número de desempregados caiu em 45,5 mil pessoas, para um total de 300,8 mil. Face ao mesmo período de 2025, a redução foi de 8,7%, colocando a taxa de desemprego nos 5,3%.


Apesar da descida, permanecem desafios entre os grupos mais vulneráveis. A taxa de desemprego dos jovens entre os 16 e os 24 anos recuou para 18,3%, mas continua a ser cerca de três vezes superior à média nacional. Por outro lado, 40,2% dos desempregados estão há mais de um ano à procura de emprego.


Para Isabel Roseiro, diretora de marketing da Randstad, os números demonstram a resiliência do mercado de trabalho português, destacando tanto o crescimento da população ativa como a estabilidade associada à permanência prolongada no mesmo emprego. A responsável considera que o próximo desafio passa por reforçar a formação contínua, de forma a acompanhar a transformação das empresas e das funções profissionais.


Teletrabalho volta a ganhar expressão


Depois de uma descida no início do ano, o teletrabalho voltou a crescer no segundo trimestre. Mais 33,1 mil profissionais passaram a trabalhar neste regime, elevando o total para cerca de 1,15 milhões de pessoas, ou 21,3% da população empregada.


O modelo híbrido, que combina trabalho presencial e remoto, continua a ser o mais utilizado, representando 40,8% dos casos de teletrabalho. Em termos geográficos, a Península de Setúbal e a Grande Lisboa são as únicas regiões que apresentam uma proporção de teletrabalho acima da média nacional.


Emprego público ultrapassa os 768 mil


Também o emprego nas administrações públicas registou um crescimento. No segundo trimestre, o setor empregava mais de 768 mil profissionais, mais 7.650 pessoas do que no mesmo período do ano anterior, correspondendo a uma subida homóloga de 1%.


A administração central concentra 75,3% destes trabalhadores. Entre os grupos profissionais com maior representação encontram-se os assistentes operacionais, operários e auxiliares. Saúde e educação continuam igualmente a assumir um peso relevante, empregando, em conjunto, 37,2% dos trabalhadores da administração pública.


No tecido empresarial, a tendência permanece positiva: só em junho foram constituídas 3.639 entidades, enquanto 793 foram dissolvidas.


Apesar da evolução favorável dos principais indicadores, os dados da Randstad mantêm em evidência alguns dos desafios estruturais do mercado de trabalho português. 29% das pessoas empregadas continuam a apresentar um baixo nível de qualificação, enquanto 36,1% têm o ensino superior completo. Entre estes últimos, a taxa de emprego chega aos 81,3%, reforçando a relação entre qualificações e participação no mercado de trabalho.

Em destaque
01 Artigo - Horizontal Final do artigo01 Artigo - Horizontal Final do artigo

Artigos Relacionados

fechar

Um em cada quatro profissionais está há mais de 20 anos no mesmo emprego

O melhor do jornalismo especializado levado até si. Acompanhe as notícias do mundo das marcas que ditam as tendências do dia-a-dia.

A enviar...

Consulte o seu email para confirmar a subscrição.

Li e aceito a política de privacidade.

Um em cada quatro profissionais está há mais de 20 anos no mesmo emprego

Fique a par das iniciativas da nossa comunidade: eventos, formações e as séries do nosso canal oficial, o Brands Channel.

A enviar...

Consulte o seu email para confirmar a subscrição.

Li e aceito a política de privacidade.

imagensdemarca.pt desenvolvido por Bondhabits. Agência de marketing digital e desenvolvimento de websites e desenvolvimento de apps mobile