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Alguns dados antecipados de um novo white paper revisto por pares da Juniper Research, Protecting Users from Scam Ads: A Call for Social Media Platform Accountability, revelou os incentivos económicos sistémicos que impulsionam a proliferação de anúncios fraudulentos nas redes sociais.
A investigação, encomendada pela Revolut, fornece provas verificadas de forma independente de que as plataformas de redes sociais operam atualmente sob um profundo conflito de interesses, onde as recompensas financeiras de alojar conteúdo fraudulento superam significativamente os custos de o "policiar".
Principais conclusões:
As plataformas de redes sociais geram aproximadamente 4,4 mil milhões de euros anualmente com anúncios de burlas direcionados a utilizadores europeus:
Em 2025, estima-se que 10% de toda a receita publicitária das redes sociais na Europa tenha derivado de anúncios fraudulentos.
Os utilizadores europeus foram expostos a quase 1 bilião de anúncios de burlas em 2025.
O utilizador médio encontra agora 190 anúncios de burlas por mês, um valor que deverá aumentar para 250 até 2030 se as tendências atuais persistirem;
1 em cada 10 anúncios apresentados aos utilizadores de redes sociais na Europa é uma burla.
Desde 2022, a receita gerada por anúncios fraudulentos na Europa disparou, passando de 2,8 mil milhões de euros para 4,4 mil milhões de euros, um aumento de 58% em apenas 3 anos.
Ao quantificar a receita gerada por estes anúncios de burlas, a investigação demonstra que as plataformas são efetivamente incentivadas a alojar anúncios fraudulentos. Se o setor não passar de um modelo reativo para um modelo de verificação proativo, a Juniper Research estima que, até 2030:
As empresas de redes sociais vão gerar mais de 10 mil milhões de euros com anúncios de burlas;
As impressões de anúncios de burlas excederão os 1,4 biliões na Europa;
O volume de encontros mensais com burlas para o utilizador médio aumentará 32%;
O valor a longo prazo destas plataformas diminuirá à medida que a confiança do consumidor se desgasta, apesar dos ganhos de receita a curto prazo.
Em última análise, o documento ilustra que, excluindo os próprios criminosos, as empresas de redes sociais são atualmente as principais beneficiárias da economia da fraude e, a menos que estas empresas tomem medidas significativas, são os consumidores que continuam a pagar o preço.
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