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Desenvolvida integralmente pelo Clube Recriativo — responsável pelo naming, conceito, identidade visual, estratégia e campanha de lançamento — a marca assume que “no fundo, o smash burger é um produto feio”. E transforma essa premissa num posicionamento distintivo.
A agência criativa de publicidade e comunicação Clube Recriativo, baseada em Lisboa, acaba de apresentar a UGLY, a sua mais recente criação no universo da restauração. À primeira vista, poderia parecer “mais um restaurante de smash burgers”, mas a marca nasce justamente para contrariar essa ideia — propondo uma abordagem que desafia os códigos estéticos e culturais da categoria.
“UGLY é uma marca onde a imperfeição é uma virtude”, explica o comunicado. O conceito parte da desconstrução da imagem tradicionalmente aspiracional da comida, especialmente num contexto dominado por redes sociais e pela obsessão com a apresentação. Aqui, o foco está no oposto: “a imperfeição da cebola”, “as batatas com pedaços de casca fora do sítio” ou “o queijo que derrete para cima da carne e estraga a fotografia”.
O racional por trás do nome vai além do produto e entra no território cultural. “Ser feio pode ser uma vantagem tática”, refere o Clube Criativo, em comunicado, sugerindo que a ausência de perfeição obriga ao desenvolvimento de outras qualidades: “Gostar de uma boa ideia. De uma boa piada. Ser mais interessante. Mais culto. Dançar melhor. Vestir melhor.”
Essa lógica foi aplicada diretamente ao produto, reforçando a sua autenticidade. “O UGLY não é fake. Não é pós-produzido. Não é irrepreensível. Não é snob”, sublinha o comunicado. Em vez disso, posiciona-se como algo “honesto, cuidado, trabalhado, interessante” — afastando-se da produção em massa e da lógica de consumo pensada para a fotografia.
Sem filtros, sem truques visuais ou dependência de “boa iluminação”, a marca apresenta-se com uma estética mais crua, centrada no produto e na experiência.
A conclusão do conceito resume a proposta da UGLY: quando algo é “a melhor versão de si mesmo”, mesmo sendo imperfeito, “torna-se charmoso”. E é precisamente nesse ponto que o feio se transforma — em algo “atraente. E delicioso”.
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