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O trabalho híbrido está a desempenhar um papel relevante na progressão profissional e na retenção de mulheres no mercado de trabalho, além de estar associado a ganhos de produtividade nas organizações.
Um estudo divulgado pela International Workplace Group (IWG) revela que 66% das mulheres inquiridas afirmam que o trabalho híbrido teve um impacto positivo na sua trajetória profissional. Entre as gerações mais jovens, a percentagem sobe para 79% entre Millennials e 76% na Geração Z.
O estudo indica ainda que 66% das inquiridas consideram que a flexibilidade facilitou a partilha de conhecimentos com outras mulheres e que 62% tiveram mais oportunidades de aprender com líderes femininas em regime híbrido.
Em termos de retenção, 73% referem que é mais provável permanecer numa empresa que permita reduzir o tempo de deslocação, enquanto 64% indicam que o modelo híbrido permitiu manter-se no mercado de trabalho em situações que poderiam ter conduzido à saída por motivos pessoais.
Segundo os dados divulgados, 77% das mulheres afirmam que dificilmente aceitariam um emprego que não incluísse trabalho híbrido, enquanto apenas 7% indicam que a flexibilidade não influenciaria a decisão.
Em comunicado, Fatima Koning, Chief Commercial Officer da IWG, afirma que a flexibilidade está associada a melhores resultados para as organizações: “Este estudo demonstra que, quando as empresas capacitam as mulheres com maior flexibilidade, obtêm um desempenho mais forte em retorno — uma clara expressão do conceito ‘Give to Gain’”.
“Para além de aumentar a produtividade e promover o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, a flexibilidade reforça a colaboração, fortalece a confiança e amplia o acesso a redes de liderança, ajudando as mulheres a permanecer e a progredir no mercado de trabalho. A flexibilidade deixou de ser opcional; é fundamental para desbloquear o talento feminino”, acrescenta.
Já o CEO da empresa, Mark Dixon, sublinha o impacto das deslocações na progressão profissional: “Quando os colaboradores podem trabalhar mais perto de casa, em espaços profissionais adequados, ganham mais do que flexibilidade. O trabalho híbrido abre portas à colaboração e à progressão de carreira, ao mesmo tempo que reduz o impacto das longas deslocações diárias. Para o talento feminino, a flexibilidade é um catalisador de crescimento”.
O estudo refere ainda que 69% das organizações com modelos flexíveis reportam melhorias na produtividade das equipas e que empresas com maior representação feminina tendem a apresentar melhor desempenho financeiro.
O inquérito foi realizado junto de 2.002 mulheres que trabalham em escritórios no Reino Unido, entre janeiro e fevereiro de 2026.
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