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A opinião de Joana Carravilla
Teletrabalho: a “novidade” que devia ser “um velho conhecido”
27 de março de 2020
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Teletrabalho: a “novidade” que devia ser “um velho conhecido”
Joana Carravilla
Country Manager Iberia da Elife

Trabalho numa empresa que promove o homeoffice há 10 anos. Desde várias partes do mundo, e através de diversas ferramentas tecnológicas, conseguimos fazer a gestão de projetos com equipas, cujos colaboradores trabalham igualmente partir de suas casas. Para os defensores do teletrabalho, nem sempre é fácil entender o porquê de o tecido empresarial português nunca o ter adotado e assumido as suas vantagens. Até agora.

A propagação do surto do COVID-19 veio alterar os paradigmas mais básicos da sociedade. Com a incerteza e algum medo instalados, a maior parte dos colaboradores passaram a recear uma das principais rotinas do seu quotidiano: ir trabalhar. Grande parte das empresas foram rápidas na resposta. Com planos de contingência acionados, os colaboradores receberam a indicação que iriam dar continuidade às suas tarefas a partir de casa.

Foram várias as notícias que deram conta destas mudanças na forma de trabalhar e acredita-se que este pode ser o momento para os colaboradores se tornarem mais capazes e autonómos a nível digital, com a aquisição de novas ferramentas de trabalho. Pensa-se também que será uma excelente forma de analisar os benefícios da adoção deste sistema de trabalho, como por exemplo, a poupança de tempo em deslocações e em algumas reuniões presenciais.

As vantagens do teletrabalho são imensas, no entanto, parece-me que houve sempre algum preconceito e, eventualmente, a ideia errada de que em casa, sem o controlo das chefias, a produtividade diminuiu. A minha experiência e dos meus colegas de trabalho revela precisamente o contrário. A possibilidade de gerirmos o nosso tempo e local de trabalho é um fator motivacional incomparável. Sentimo-nos valorizados porque a empresa confia em nós, conseguindo manter um equilíbrio muito mais saudável entre a vida profissional e a familiar, algo que nos dias que correm é um desafio enorme para a maior parte dos profissionais. Há a vantagem, por exemplo, de não perder tempo no trânsito: conseguem imaginar o quão melhor é para um colaborador não ficar preso em filas intermináveis, chegando ao local de trabalho já stressado e sem energia para enfrentar o resto do dia? Acreditem que para a empresa também é melhor. Estará mais concentrado e apto para responder aos desafios que lhe são colocados.

Para além desta gestão interna, há também a relação que se mantém com os clientes. O distanciamento social que se vive agora obrigou-nos a limitar as deslocação para reuniões externas, passando a ser virtuais as conversas que antes eram quase sempre presenciais. Para uma empresa que trabalha maioritariamente em homeoffice, nem sempre é fácil incutir nos seus parceiros esta noção de que há vários processos e ideias que podem ser tratados e discutidos à distância.

Claro que trabalhar a partir de casa também apresenta os seus desafios e sim, até pode ser verdade que nem todas as pessoas se enquadrem neste perfil. Um regime de homeoffice exige uma organização rigorosa das equipas de trabalho, recorrendo constantemente a mecânicas e ferramentas que permitam manter os níveis de produtividade, de fluidez de comunicação entre equipas de forma a que se cumpram os objetivos. No entanto, parece-me que as vantagens superam largamente qualquer desafio.

Acredito que esta transição “obrigatória” para o teletrabalho vai abrir as perspetivas dos colaboradores e chefias, fazendo-os entender as melhorias que este sistema pode aportar aos seus negócios. Também junto dos clientes parece-me que haverá mudanças: passaremos todos a ser mais conscientes nas deslocações e na quantidade de encontros promovidos. Espero que estas “lições” permitam que o homeoffice passe a ser implementado como uma opção, mesmo quando sair de casa para ir trabalhar já não represente um potencial perigo para a sociedade!

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