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Barómetro de outono do Oney indica que 74% dos inquiridos sente stress financeiro de forma recorrente e que apenas 22% consegue lidar tranquilamente com uma despesa inesperada.
Mais de seis em cada dez famílias em idade ativa em Portugal já passaram pela experiência de o salário terminar antes do fim do mês. A conclusão é do Barómetro de outono do Oney, segundo o qual 66% dos inquiridos já enfrentaram esta situação, num contexto em que 74% afirma sentir stress financeiro de forma recorrente.
De acordo com um comunicado enviado às redações, o estudo, realizado pela More Results, ouviu 1.017 adultos ativos residentes em Portugal, com uma idade média de 43 anos e rendimentos líquidos mensais médios entre os 1.000 e os 1.999 euros.
A capacidade de poupança surge também como um dos principais desafios. Apenas 21% dos inquiridos afirma conseguir poupar, enquanto o nível de rendimento tem um peso significativo na perceção da pressão financeira. Entre os participantes com rendimentos inferiores a 1.000 euros, 37% refere sentir stress financeiro constante, percentagem que desce para 5% entre aqueles que recebem 4.000 euros ou mais.
Alimentação é a principal despesa
A alimentação é a categoria que mais pesa no orçamento das famílias, sendo apontada por 74% dos inquiridos. Seguem-se os encargos com a habitação, como rendas ou prestações da casa, referidos por 59%, e as despesas com serviços como água, eletricidade, gás e internet, indicadas por 51%.
Ao mesmo tempo, a margem para lidar com despesas inesperadas permanece reduzida. Apenas 22% afirma conseguir absorver tranquilamente um encargo não previsto, enquanto 41% reconhece que essa capacidade depende do mês ou que não consegue, de todo, fazer face a este tipo de despesa.
Perante a pressão sobre o orçamento, as famílias tendem também a reduzir gastos considerados menos essenciais, nomeadamente nas áreas de lazer.
Crédito é visto como forma de concretizar projetos
O barómetro analisou ainda a relação dos consumidores com o crédito. Mais de metade dos inquiridos, 56%, considera-o uma forma rápida e simples de concretizar projetos, enquanto 40% afirma que recorreria ou ponderaria recorrer a um empréstimo pessoal.
A perceção do crédito como uma solução rápida e simples é mais expressiva entre os inquiridos com rendimentos líquidos entre os 3.000 e os 4.000 euros, onde atinge 66%, e entre os participantes com idades entre os 55 e os 65 anos, com 63%. A percentagem é também superior entre os homens, com 61%, face aos 51% registados entre as mulheres.
Regresso às aulas aumenta pressão sobre as famílias
Para os agregados com filhos em idade escolar, o início do ano letivo representa um encargo adicional. Segundo o estudo, 30% das famílias afirma que o rendimento disponível não é suficiente para assegurar as despesas associadas ao regresso às aulas.
Perante estes custos, 22% admite recorrer ao crédito. Entre os inquiridos que considerariam esta possibilidade, o cartão de crédito é a opção mais referida, por 67%, seguindo-se o crédito pessoal, indicado por 30%.
“Os resultados deste Barómetro mostram que a pressão financeira faz parte do quotidiano de muitas famílias em Portugal e que condiciona a capacidade de poupança e de responder a despesas inesperadas”, afirma Richard Demory, diretor de Marketing do Oney em Portugal, citado em comunicado.
O responsável defende ainda a importância de uma gestão mais informada do orçamento e da promoção da literacia financeira, sublinhando que o acesso ao crédito deve ser feito de forma responsável e ajustada à capacidade financeira de cada família.
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