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Poucos sabem, mas, antes de se tornar um dos nomes mais influentes da história do entretenimento, Walt Disney enfrentou um início de carreira marcado por rejeição e fracasso.
Em 1919, com apenas 17 anos, Walt conseguiu trabalho como ilustrador no jornal Kansas City Star, no estado do Missouri, Estados Unidos. Apesar do entusiasmo e da vontade de provar o seu talento, acabou por ser despedido pouco tempo depois, com a justificação de que não tinha ideias suficientemente criativas.
Longe de desistir, Walt decidiu seguir um caminho mais independente. Ainda em Kansas City, fundou o seu primeiro estúdio de animação, a Laugh-O-Gram Studio, onde começou a produzir curtas-metragens animadas. Apesar do sucesso criativo, o estúdio acabou por falir em 1923, deixando-o praticamente sem dinheiro. Foi então que tomou uma decisão arriscada: mudar-se para Hollywood, levando apenas alguns desenhos, um filme inacabado e muita ambição.
Nesse mesmo ano, 1923, Walt fundou com o seu irmão, Roy O. Disney, o Disney Brothers Studio, que viria mais tarde a chamar-se Walt Disney Company. O verdadeiro ponto de viragem surgiu em 1928, com a criação de Mickey Mouse, personagem que rapidamente se tornou um fenómeno global. A curta-metragem “Steamboat Willie” foi um marco, por ser um dos primeiros desenhos animados com som sincronizado.
Ao longo das décadas seguintes, Walt Disney tornou-se um pioneiro da animação, introduzindo novas técnicas, apostando em longas-metragens animadas e elevando o desenho animado a uma forma de arte respeitada. Em 1937, lançou “Branca de Neve” e os “Sete Anões”, o primeiro filme de animação de longa duração com som e cor, um enorme risco financeiro que acabou por ser um sucesso estrondoso.
A visão de Walt não se limitava ao cinema. Em 1955, inaugurou a Disneylândia, na Califórnia, Estados Unidos, o primeiro parque temático moderno, mudando para sempre a forma como o público experienciava entretenimento. O projeto foi inicialmente visto com ceticismo, mas acabou por se tornar um modelo replicado em todo o mundo.
Walt Disney faleceu em 1966, mas deixou um legado que continua a crescer. Hoje, a Walt Disney Company é um dos maiores grupos de entretenimento do mundo, com estúdios de cinema, canais de televisão, plataformas de streaming e parques temáticos em vários continentes.
A história de Walt Disney é um lembrete poderoso de que um despedimento — mesmo por “falta de criatividade” — não define talento, nem limita o futuro. Às vezes, é precisamente o fracasso inicial que abre caminho para a maior das criações.
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