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Poucos sabem, mas Fredric Baur, o criador da icónica lata de Pringles, pediu no testamento que parte das suas cinzas fosse colocada dentro de uma dessas mesmas latas.
O pedido, tão invulgar quanto simbólico, foi cumprido pela família após a sua morte, em 2008, e tornou-se uma das histórias mais curiosas do mundo das marcas.
Baur, químico e especialista em embalagens, criou a lata de Pringles nos anos 60 como uma solução inovadora para evitar que as batatas fritas se partissem e para manter a frescura por mais tempo.
A embalagem cilíndrica, que se tornaria um ícone global, foi uma das suas maiores fontes de orgulho profissional. Tanto que, segundo relatos da família, Baur mencionava frequentemente que queria ser “eternizado” dentro da sua própria invenção.
Quando morreu, os filhos foram ao supermercado comprar uma lata — sabor original, em homenagem ao design clássico — e usaram-na para guardar uma parte das cinzas, que foram enterradas no cemitério em Springfield, Ohio, próximo a Cincinnati (EUA). O restante das cinzas foi colocado numa urna tradicional.
O gesto tornou-se amplamente divulgado e reforçou a ligação profunda entre criador e criação. A lata de Pringles não foi apenas uma solução prática: foi uma peça de design que marcou a indústria e a vida do seu inventor de forma tão significativa que o acompanhou até ao fim.
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