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Poucos sabem, mas a famosa marca de gelados Häagen-Dazs não é dinamarquesa e o próprio nome é uma criação totalmente fictícia.
A marca foi fundada em 1960, no Bronx, Nova Iorque, EUA, pelo casal de imigrantes judeus-polacos Reuben e Rose Mattus, que pretendiam produzir gelados artesanais de alta qualidade, com uma imagem de tradição e sofisticação europeia. Para transmitir esta ideia, Reuben inventou o nome “Häagen-Dazs”, que soava a nórdico, mas não significa absolutamente nada.
Curiosamente, o nome contém elementos que não existem no alfabeto dinamarquês: o trema sobre o “a” e a combinação de letras “zs” foram escolhidos apenas por efeito estético e sonoro. A intenção era criar uma marca que despertasse curiosidade, transmitisse luxo e fizesse os consumidores associarem o produto a tradições europeias de qualidade.
Nas primeiras embalagens, os fundadores incluíram até um mapa estilizado da Dinamarca, apenas como elemento visual, reforçando a ideia de um gelado europeu premium, mesmo que a marca fosse totalmente americana.
A escolha do nome tinha ainda um significado emocional para Reuben: durante a Segunda Guerra Mundial, a Dinamarca foi um dos países que ajudou a proteger os judeus, e o fundador quis, de certa forma, homenagear essa atitude através da marca. Ao mesmo tempo, a sonoridade estrangeira e sofisticada ajudava a posicionar o produto como exclusivo, justificando preços mais elevados e diferenciando-se no mercado norte-americano de gelados.
O sucesso da marca foi imediato. Häagen-Dazs tornou-se sinónimo de gelado de luxo, com reconhecimento internacional, mesmo que tudo, desde o nome até o mapa nas embalagens, tenha sido inventado.
Ao longo dos anos, a marca manteve a estratégia de qualidade artesanal, com ingredientes premium e sabores originais, e hoje é considerada uma das maiores histórias de branding bem-sucedido de sempre, mostrando como um nome completamente inventado pode criar uma identidade poderosa e memorável.
Mesmo décadas depois da sua criação, Häagen-Dazs continua a ser um exemplo clássico de marketing inteligente e storytelling de marca, provando que uma boa história — mesmo que fictícia — pode tornar um produto icónico em todo o mundo.
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