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Poucos sabem, mas a história da Duracell cruza-se com um dos momentos mais marcantes da exploração espacial.
Quando a missão Apollo 11 levou os primeiros seres humanos à Lua, em julho de 1969, alguns dos equipamentos utilizados pelos astronautas recorriam a baterias fabricadas pela P. R. Mallory & Co., empresa norte-americana que está na origem do legado tecnológico da atual marca Duracell.
Na década de 1960, a P. R. Mallory & Co. era já reconhecida pelo desenvolvimento de pilhas e baterias de elevada fiabilidade para aplicações industriais, militares e aeroespaciais. A experiência acumulada nestas áreas levou a empresa a fornecer soluções de energia para equipamentos que exigiam um desempenho consistente em condições extremas, incluindo aplicações ligadas ao programa espacial norte-americano.
Essa fiabilidade era essencial. As missões Apollo exigiam padrões de qualidade excecionais, e todos os componentes eram submetidos a rigorosos testes de resistência antes de serem aprovados. As baterias tinham de suportar vibrações intensas durante o lançamento, variações extremas de temperatura, choques e longos períodos de armazenamento, garantindo um funcionamento seguro durante a missão.
A importância das baterias era enorme, uma vez que alimentavam equipamentos científicos e dispositivos portáteis utilizados pelos astronautas. Num ambiente onde qualquer falha poderia comprometer a recolha de dados ou o funcionamento dos instrumentos, a fiabilidade era um fator decisivo.
Foi neste contexto que algumas das baterias produzidas pela P. R. Mallory & Co. integraram equipamentos utilizados durante a missão Apollo 11, fazendo parte da primeira missão tripulada a operar na superfície lunar. Embora diferentes equipamentos da missão utilizassem baterias de vários fabricantes, a participação da Mallory encontra-se documentada e tornou-se um dos marcos históricos associados ao legado da Duracell.
A ligação ao programa espacial passou a representar um símbolo da experiência tecnológica e da fiabilidade desenvolvida pela empresa ao longo dos anos. A própria Duracell continua a destacar a participação da tecnologia desenvolvida pela Mallory nas missões Apollo como parte da sua história e como exemplo da exigência a que os seus produtos sempre estiveram associados.
Curiosamente, a marca Duracell já existia quando a Apollo 11 chegou à Lua. O nome foi introduzido em 1964, resultando da combinação das palavras inglesas “durable” (duradouro) e “cell” (célula ou pilha), inicialmente para identificar uma nova linha de baterias alcalinas produzidas pela Mallory.
Com o passar das décadas, a designação Duracell ganhou cada vez mais reconhecimento junto dos consumidores, acabando por substituir a marca Mallory nos produtos destinados ao grande público. O legado tecnológico da empresa manteve-se e continua a fazer parte da identidade da marca.
Mais de meio século após a chegada do Homem à Lua, esta continua a ser uma das curiosidades menos conhecidas da história da Duracell. Embora a maioria das pessoas associe a marca apenas às pilhas do dia a dia, poucos imaginam que o seu legado tecnológico está ligado a uma das maiores conquistas da humanidade: a primeira missão tripulada a pousar na superfície lunar.
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