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Poucos sabem, mas a gigante mundial das bebidas começou de forma incrivelmente humilde.
Em 1886, o farmacêutico John Pemberton, em Atlanta, nos Estados Unidos, criou uma fórmula à base de folhas de coca e noz-de-cola, inicialmente concebida como um tónico medicinal. A bebida, que viria a tornar-se a Coca-Cola, começou a ser servida no balcão da Jacob’s Pharmacy, onde Pemberton misturava a sua criação com água gaseificada e vendia em copos de vidro por cinco cêntimos cada.
Durante o primeiro ano, as vendas eram extremamente modestas: cerca de 9 copos por dia, o que revela que a bebida foi consumida em pequenas quantidades. No entanto, havia clientes regulares que apreciavam o sabor e os supostos efeitos revigorantes.
A ideia de vender num balcão de farmácia mostrava que, na altura, a Coca-Cola ainda era vista mais como um medicamento do que como um refrigerante.
Em 1888, o empresário Asa Candler comprou os direitos da fórmula a Pemberton e fundou oficialmente a Coca-Cola Company, apostando numa estratégia de marketing inovadora para a época. Candler investiu em publicidade em jornais, cartazes e até em brindes como relógios e calendários com a marca, criando uma imagem que rapidamente tornou a bebida conhecida em toda a cidade de Atlanta e, posteriormente, por todo o país.
Foi só em 1894 que a Coca-Cola começou a ser vendida em garrafas, graças à crescente popularidade da bebida e à procura por algo mais fácil de transportar. A produção engarrafada permitiu que a Coca-Cola se expandisse para fora da farmácia, tornando-se acessível a qualquer pessoa e abrindo caminho para o crescimento exponencial que a transformaria numa das marcas mais reconhecidas do mundo.
Ao longo do século XX, a Coca-Cola não parou de crescer: patrocinou eventos, associou-se a figuras culturais e criou campanhas publicitárias memoráveis, consolidando-se como símbolo da cultura americana e, mais tarde, global.
Hoje, mais de 130 anos depois, a bebida é vendida diariamente em milhões de garrafas e latas em mais de 200 países, uma transformação impressionante para algo que começou num simples balcão de uma farmácia em Atlanta.
A história do primeiro copo de Coca-Cola serve como um lembrete de que as maiores marcas mundiais podem nascer de inícios humildes e curiosos, e que a combinação de inovação, marketing e persistência pode transformar uma criação local num fenómeno global.
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