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A opinião de Bruno Batista
RIP notícias das 20h?
15 de novembro de 2019
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RIP notícias das 20h?
Bruno Batista
CEO da GCI

A morte dos jornais na sua versão papel já foi anunciada por várias vezes e sempre fruto de diversas inovações tecnológicas, nomeadamente quando apareceu a rádio e, mais tarde, a televisão. Hoje é a própria televisão e alguns dos seus conteúdos que nos levam a questionar acerca da sobrevivência de alguns formatos.

A internet e as plataformas tecnológicas vieram alterar de tal forma as regras do jogo que hábitos que pareciam enraizados tendem a quase desaparecer. Veja-se o exemplo dos noticiários das 20 horas que acompanhavam frequentemente parte das refeições da minha e de muitas famílias que, aproveitando a hora do jantar, saciavam também a necessidade de informação sobre a atualidade. Hoje quando chegamos ao final do dia já visualizámos, lemos e acedemos às mais variadas plataformas que nos enchem de informação. Por isso, questiono: Será que no curto prazo vamos assistir ao fim dos noticiários às 20H00 nas televisões nacionais? Ao fim do “horário nobre” das 20H00?

Apesar de os noticiários “das 8” ainda serem um importante contributo para a vitória nas audiências diárias das televisões, basta uma pesquisa mais aprofundada para perceber que, independentemente do canal, as notícias estão muitas vezes fora do top dos programas mais vistos. Por outro lado, os meios tradicionais, leia-se televisão, rádio e imprensa escrita, estão a perder “seguidores”, ao contrário dos média sociais que têm vindo a assumir um importante papel ao nível da circulação e do consumo de notícias.

É verdade que todos os meios querem dar a notícia em primeiro lugar, mas é a internet quem tem maior alcance em menos tempo. Por isso, quando chegam as “notícias das 8” pouco de novo há para acrescentar. A exceção acaba por ser o jornalismo de investigação. Uma área que já deu provas de excelência e que se vislumbra como um caminho, um meio para valorizar os noticiários das 20H00 tal é o seu grau de diferenciação e de aprofundamento de temas que são abordados de forma quase efémera nas “notícias em primeira-mão”.

Em suma, o ritmo da informação é marcado por muitos “maestros” que, com o poder da sua batuta, regem a dinâmica das mais variadas obras, mas apenas o “maestro” da investigação vai ao fundo da notícia e consegue ter os vários ângulos do que foi uma “primeira-mão” para muitos e ficou-se por aí.

Podemos argumentar que fazer jornalismo de investigação é caro, mas…não sairá mais caro acabar com os “telejornais das 20H00”?

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