Quase metade das PMEs portuguesas sofreu ciberataques relacionados com IA em 2025

Pesquisa

Relatório
Quase metade das PMEs portuguesas sofreu ciberataques relacionados com IA em 2025
17 de Dezembro de 2025
Quase metade das PMEs portuguesas sofreu ciberataques relacionados com IA em 2025
Quase metade das PMEs portuguesas sofreu ciberataques relacionados com IA em 2025
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.
Quase metade das PMEs portuguesas sofreu ciberataques relacionados com IA em 2025

O ano de 2025 tem sido marcado pelo avanço rápido da Inteligência Artificial (IA) nas pequenas e médias empresas (PMEs) portuguesas, mas este crescimento tecnológico trouxe consigo novos riscos.


O Relatório de Ciberpreparação da Hiscox 2025 revela que 48% das organizações sofreram, no último ano, pelo menos um ciberataque relacionado com vulnerabilidades associadas ao uso de ferramentas de IA, evidenciando que a tecnologia que impulsiona a eficiência também aumenta a superfície de exposição das empresas.


A realidade cibernética das PMEs portuguesas é cada vez mais exigente. O estudo, cujos dados foram divulgados num comunicado enviado às redações, indica que 54% das empresas foram alvo de pelo menos um ataque nos últimos 12 meses, sendo que mais de metade registou entre um e dez incidentes.


Quando o foco recai sobre ataques ligados a vulnerabilidades associadas à IA, quase metade das empresas portuguesas confirmou ter sido afetada. Estes dados revelam que os cibercriminosos estão a explorar ativamente as fragilidades criadas pela rápida adoção desta tecnologia.


As vias de entrada mais comuns para os ciberataques continuam a ser variadas. Os dispositivos IoT corporativos, presentes em equipamentos industriais, sensores e infraestruturas conectadas, afetaram 33% das empresas, seguidos de servidores internos (30%), dispositivos móveis de colaboradores, como portáteis e telemóveis (29%), ataques direcionados a colaboradores através de phishing ou engenharia social (28%), dispositivos móveis da própria empresa (27%), compromissos de email corporativo (27%), falhas na cadeia de fornecimento (26%), servidores na cloud (24%), serviços de acesso remoto, como VPN (24%), e ataques de negação de serviço (DDoS) (23%).


As ferramentas e softwares de IA surgem também como uma porta de entrada relevante, afetando 24% das empresas, mostrando que a tecnologia que impulsiona a inovação se tornou igualmente um alvo prioritário para os cibercriminosos.


Apesar do aumento das ameaças, a IA continua a ser vista pelas empresas como um ativo estratégico. Para 86% das organizações, esta tecnologia é fundamental para a inovação e competitividade. Ao mesmo tempo, cresce a consciência de que a evolução tecnológica exige atenção reforçada à segurança, com vulnerabilidades identificadas em várias áreas críticas: 26% das empresas consideram que o seu software e sistemas podem ter falhas, 25% apontam a infraestrutura de rede como possível porta de entrada de ataques, 18% reconhecem que os colaboradores podem ser alvo de phishing ou engenharia social, 17% consideram que as instalações físicas podem estar expostas a ataques, e 14% alertam para riscos associados a parceiros ou terceiros que tenham acesso a dados ou sistemas da empresa.


Com o aumento da utilização de IA generativa, as empresas antecipam um crescimento de ameaças mais complexas e difíceis de detetar nos próximos cinco anos. Entre os riscos emergentes mais relevantes, 22% das empresas apontam ataques de engenharia social potenciados por IA, 21% destacam a utilização de dados comprometidos ou modelos de IA adulterados, 19% receiam que a IA possa tomar controlo dos dados da empresa, e 18% identificam vulnerabilidades em ferramentas de IA de terceiros, como o ChatGPT. Estes números revelam uma maturidade crescente na avaliação do risco e uma preparação mais consciente para os desafios futuros.


Face a este panorama, as PMEs portuguesas têm vindo a reforçar medidas de prevenção e resiliência. A formação e sensibilização de colaboradores surge como uma das estratégias mais importantes para aumentar a proteção face aos perigos da IA, referida por 46% das empresas.

Paralelamente, muitas organizações planeiam garantir que as suas apólices de ciberseguro incluem riscos associados à IA (46%). Outras medidas apontadas incluem reforço de grupos de trabalho para fortalecer políticas relacionadas com a IA (41%), desenvolvimento de soluções internas especializadas, como hardware ou software próprios (39%), contratação de consultores especializados em segurança de IA (39%), recrutamento de colaboradores com competências em IA (35%) e auditorias regulares do uso da IA na empresa (31%).

Como destaca Ana Silva, Cyber Lead da Hiscox Portugal e Espanha, “o relatório deste ano mostra como a IA se tornou uma ferramenta com grande potencial para as PMEs portuguesas, mas também uma nova ameaça para a sua cibersegurança. Verificámos que a IA não só abre portas de entrada a ciberataques, como também está a dar origem à evolução das ciberameaças, como o phishing potenciado por IA”.


E continuou: “Por isso, nós, enquanto seguradora especializada e sempre atenta ao complexo e dinâmico panorama da cibersegurança, reafirmamos o nosso compromisso de oferecer proteção face a estes riscos.”

O relatório evidencia que, mesmo com os benefícios claros da IA, a preparação e mitigação de riscos são agora prioridades estratégicas para as empresas portuguesas, que procuram equilibrar inovação e segurança num contexto cada vez mais digital.

Em destaque
01 Artigo - Horizontal Final do artigo01 Artigo - Horizontal Final do artigo

Artigos Relacionados

fechar

Quase metade das PMEs portuguesas sofreu ciberataques relacionados com IA em 2025

O melhor do jornalismo especializado levado até si. Acompanhe as notícias do mundo das marcas que ditam as tendências do dia-a-dia.

A enviar...

Consulte o seu email para confirmar a subscrição.

Li e aceito a política de privacidade.

Quase metade das PMEs portuguesas sofreu ciberataques relacionados com IA em 2025

Fique a par das iniciativas da nossa comunidade: eventos, formações e as séries do nosso canal oficial, o Brands Channel.

A enviar...

Consulte o seu email para confirmar a subscrição.

Li e aceito a política de privacidade.

imagensdemarca.pt desenvolvido por Bondhabits. Agência de marketing digital e desenvolvimento de websites e desenvolvimento de apps mobile