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Pesquisa

Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Copilot ou Perplexity já não apresentam listas de links: oferecem respostas diretas, resumidas e, muitas vezes, acompanhadas de recomendações de marcas e soluções específicas.
A ascensão dos motores de pesquisa conversacionais baseados em inteligência artificial generativa está a mudar profundamente a forma como as marcas competem por visibilidade digital.
Segundo a Stratesys, multinacional especializada em transformação digital e martech, na União Europeia, 59,7% das pesquisas no Google terminam sem clique. “Estamos a passar de um modelo baseado em aparecer nos resultados para outro em que a IA atua como conselheiro. Quando um motor de busca conversacional responde, decide que marcas é que entram na conversa e quais ficam de fora”, explica Tiago Lopes Duarte, Managing Partner da Stratesys Portugal, citado num comunicado de imprensa enviado às redações.
Da pesquisa à decisão algorítmica
Ao contrário dos motores de busca tradicionais, os sistemas conversacionais reduzem drasticamente o número de opções que o utilizador avalia. A IA seleciona, resume e prioriza a informação, citando apenas as marcas que considera mais relevantes com base na sua autoridade, coerência da informação e presença em contextos especializados. “A IA não inventa marcas, mas filtra. E esse filtro condiciona que empresas são consideradas, comparadas ou escolhidas pelos consumidores”, acrescenta Tiago Lopes Duarte.
Este fenómeno altera diretamente os processos de decisão em contextos B2C e B2B. “Quando surge um resumo gerado por IA, os utilizadores têm menor propensão para clicar em links para outros websites”, referem os responsáveis da Stratesys.
O que faz uma marca ser citada
Segundo a Stratesys, os motores de busca conversacionais avaliam múltiplos sinais para decidir quais as marcas a incluir nas respostas: clareza e estruturação do conteúdo, consistência semântica em torno das áreas de especialização, presença em contextos confiáveis e alinhamento do discurso corporativo.
A autoridade do domínio, construída tanto pelos canais próprios como pelo que terceiros publicam, é determinante. Por vezes, marcas bem posicionadas em SEO tradicional não aparecem nas respostas da IA, enquanto outras, com menos tráfego, conseguem visibilidade.
Do SEO ao AEO: otimizar para respostas
Este novo cenário impulsiona o desenvolvimento de estratégias de Answer Engine Optimization (AEO), que vão além do ranking e focam-se em conteúdos preparados para serem interpretados e citados por sistemas de IA generativa. O objetivo deixa de ser apenas atrair cliques: passa a ser estar presente nas respostas que influenciam diretamente a decisão do consumidor.
De acordo com a análise da Stratesys, desde a implementação dos AI Overviews, as impressões aumentaram 49%, enquanto o CTR caiu cerca de 30%, refletindo a mudança de comportamento e a importância crescente da visibilidade conversacional.
Impacto real em setores estratégicos
Setores como banca, seguros, energia, retalho e saúde já sentem o impacto desta transformação. Muitas vezes, o primeiro contacto do utilizador deixa de passar pela comparação de múltiplas opções e é influenciado diretamente pelas recomendações da IA.
“A visibilidade conversacional não é uma moda nem uma tendência futura: é uma realidade que já opera no dia-a-dia de consumidores e empresas. As marcas que não trabalharem ativamente a sua presença neste ambiente correm sério risco de ficar fora do radar no momento-chave das decisões”, conclui Tiago Lopes Duarte.
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