ghost image socials
A opinião de Luciana Cani
Quando é hora de sair
1 de julho de 2019
Image
Image
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit.
Quando é hora de sair
Luciana Cani
Executive Creative Director da Saatchi Tokyo

Há um mês atrás um amigo publicitário que admiro muito pediu demissão de um bom cargo numa ótima empresa, sem ter um plano claro para onde ir a seguir. Na justificativa para a chefe dele, disse: “Eu gosto demais dessa profissão para deixar essa situação que estou vivendo aqui estragar o meu amor por ela.”

Ouvir isso foi inspirador para mim. Não deve existir motivo mais forte para uma demissão ou para uma vontade de mudar de emprego.

Conhecendo o meu amigo, sei o quanto essa decisão foi pensada.
Ele não é o tipo de pessoa que pede demissão sem ter um outro emprego à vista.
Acompanhei o processo de perto e sei que ele tentou muitas vezes se reconciliar com aquele trabalho. Mas após várias tentativas frustradas, tomou a decisão de sair antes que a completa falta de motivação tomasse conta dele.
A preocupação era que se o descontentamento continuasse, poderia prejudicar a qualidade do trabalho ou ainda a gestão do time dele.

O meu amigo teve a maturidade de perceber que sair não era o mesmo que falhar ou desistir, mas sim uma questão de lealdade com a profissão.

Isso tudo me fez refletir o quanto confundimos “o que fazemos” com o “como fazemos”. Obviamente estas duas coisas estão interligadas, mas é preciso saber distinguir uma da outra. É possível sempre gostar do que se faz, se encontrarmos o modo de o fazer que parece correto para nós.

O nosso trabalho deve estar alinhado com o que acreditamos. Encontrar o nosso verdadeiro propósito profissional é parte dessa resposta. Porque fazemos o que fazemos? Qual é a nossa missão?
De tempos em tempos deveríamos nos perguntar se o nosso trabalho reflete aquilo que pensamos. E se a resposta for não, alguma ação tem que acontecer.

Temos que lembrar que o poder de escolha está em nossas mãos. Se não podemos evitar aquilo que nos acontece, podemos sim escolher como reagir às situações. Encontrar o modo certo de agir será menos difícil quando a decisão for baseada nos nossos valores e não no medo ou no que os outros vão pensar.

É parar de olhar para fora e olhar para dentro. O que é sucesso ou fracasso somos nós que determinamos. Entregar isso para julgamento alheio é o que nos torna prisioneiros em situações profissionais tóxicas, deixando que outros nos digam qual atitude tomar.

Continuando a história do meu amigo, ele já está com uma ótima proposta à vista. Aliás, contradizendo o conhecido “é mais fácil arrumar emprego quando se está empregado” ele tem surpreendido as pessoas que o entrevistam. Afinal, o normal é entrevistar alguém que reclama do atual emprego. O raro é encontrar um discurso positivo de alguém que escolheu amar o que faz e não deixar ninguém destruir isso.

Artigos Relacionados

A opinião de Aberto Rui Pererira
18 de outubro de 2019
Opinião

fechar

fechar

Subscreva a nossa newsletter e receba no seu e-mail as notícias mais quentes da área.

Imagens de Marca Newsletter

Obrigado, consulte o seu email.

Li e aceito a política de privacidade.

Cristina Amaro Newsletter

Obrigado, consulte o seu email.

Li e aceito a política de privacidade.