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A opinião de Luciana Cani
Quando amigos e negócios se misturam
22 de abril de 2019
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Quando amigos e negócios se misturam
Luciana Cani
Executive Creative Director da Saatchi Tokyo

É conhecida a afirmação: “Nunca contrate alguém que você não será capaz de demitir”. Para muitos, amizade e trabalho não devem se misturar. Porém, sabemos que fazer contatos e desenvolver boas relações são importantes para uma carreira de sucesso. O que acontece quando uma boa relação profissional se torna uma amizade?

Passamos grande parte do nosso tempo no trabalho. Sem contar que horas extras e fins de semanas são muitas vezes inevitáveis. Soma-se a isso o fato de que algumas profissões favorecem o convívio informal e pronto, está formado o ambiente ideal onde colegas de trabalho tornam-se amigos.

No início de carreira é ainda mais comum desenvolver relações de proximidade com pessoas de uma mesma faixa etária que estão passando por desafios semelhantes. Porém, se a área de atividade é dinâmica, num mesmo percurso profissional ocorrerão muitas mudanças de empresas. Desta forma, será de se esperar que estes profissionais que se tornaram amigos no passado, encontrem-se numa fase profissional diferente em algum ponto de suas carreiras. Alguns se tornarão chefes, outros não. Alguns estarão contratando, enquanto outros estarão procurando uma oportunidade. Desta vez então, com uma amizade estabelecida, como gerir a relação profissional com um amigo?

É preciso uma análise extra na hora de contratar ou subordinar-se a um profissional que é também um amigo. Não estou a considerar uma situação anti-ética onde o profissional em causa não tenha a habilidade certa ou a capacidade exigida para a vaga. Portanto, partindo do princípio de que a pessoa tem o perfil certo, o que é preciso considerar para além disso?

Na hora de oferecer ou aceitar uma proposta num caso como este, é preciso ter maturidade. O respeito e o profissionalismo devem se manter em situações onde opiniões se dividem ou decisões difíceis são tomadas. É preciso entender que, diferente da amizade, numa relação profissional existe hierarquia.

Há muitos fatores difíceis de prever, uma promoção desejada pode não acontecer, uma outra proposta de trabalho pode aparecer, o dia-a-dia pode ser estressante, uma demissão pode surgir e por aí vai. Uma amizade sobrevive a estes imprevistos?

Eu acredito que sim, e vou mais longe, a amizade pode até tornar-se mais forte.

Já estive dos dois lados dessa situação: já contratei amigos e já fui contratada por eles. Nos conhecemos no ambiente de trabalho, os nossos caminhos profissionais separaram-se, mas a amizade continuou ao longo dos anos. Naturalmente, a vontade de trabalhar juntos permaneceu e um dia a oportunidade surgiu. Em ambos os casos, o que aconteceu foi que estávamos em posições diferentes da que tínhamos quando nos conhecemos.

Assim como acontece em qualquer circunstância de trabalho, no momento da contratação discutimos projetos que mudaram e ideias que não se concretizaram. Houve entendimento dos dois lados e maturidade para aceitar que mudanças acontecem. Ninguém se sentiu culpado ou culpou alguém.

Quando trabalhamos com amigos o comprometimento é mútuo, a crítica é construtiva e o ambiente de trabalho é mais prazeroso. Contanto que sejamos os mesmos profissionais que seríamos numa outra situação qualquer, só existe o lado bom de saber que se trabalha com ou para alguém que se admira dentro e fora do trabalho.

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