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Novo estudo comprova a ligação entre trabalho e recuperação, inspirando o novo coach de IA do WWC e renovando o apelo à ação dirigido a líderes empresariais.
O Publicis Groupe acaba de anunciar um novo avanço no programa "Working With Cancer", apoiado por uma investigação recente do Memorial Sloan Kettering Cancer Center e da Mayo Clinic. O objetivo é continuar a promover uma cultura de trabalho mais aberta, solidária e orientada para a recuperação de colaboradores com cancro.
Lançado há três anos, no Fórum Económico Mundial, em Davos, o Working With Cancer transformou-se num movimento global, reunindo mais de 5 mil empresas e protegendo mais de 40 milhões de trabalhadores. O que começou como um compromisso de empregadores é agora reforçado por evidências científicas que mostram o impacto positivo de políticas laborais de apoio na saúde e bem-estar de quem enfrenta um diagnóstico de cancro.
Uma revisão recentemente conduzida pela Dra. Victoria Blinder, oncologista no Memorial Sloan Kettering Cancer Center, e pela Dra. Gina Mazza, Professora Associada de Bioestatística na Mayo Clinic, evidencia a existência de uma ligação entre manter o emprego — ou regressar ao trabalho — após um diagnóstico de cancro e uma melhoria na qualidade de vida relacionada com a saúde.
A Dra. Blinder acrescenta que as condições no local de trabalho podem influenciar estes resultados, reforçando a importância da flexibilidade, da compreensão e de adaptações adequadas durante o tratamento e a recuperação.
Os estudos analisados incluem dados como:
• Sobreviventes empregados apresentam cerca de 28% melhor qualidade de vida global ao fim de cinco anos,
comparativamente aos que não estão empregados;
• A função física manteve-se aproximadamente 29% mais elevada nos sobreviventes empregados ao fim de
cinco anos;
• Num dos estudos, participantes empregados eram cerca de 3,7 vezes menos propensos a relatar sintomas
depressivos moderados a graves, e 2,4 vezes menos propensos a relatar sintomas de ansiedade moderados
a graves, em comparação com participantes desempregados.
Da evidência à ação: um coach de IA inspirado pelo estudo
Com base nestas conclusões, o "Working With Cancer" desenvolveu um novo coach potenciado por IA, criado para ajudar empregadores a transformar estes insights em apoio personalizado e prático para colaboradores que vivem com cancro.
Disponível para todas as empresas que assinem o compromisso Working With Cancer, este coach permite que as organizações comuniquem e adaptem as suas políticas de saúde, benefícios e condições de trabalho às necessidades individuais de cada colaborador, revela um comunicado enviado às redações.
O sistema, desenvolvido com base em Large Language Models e concebido para responder a
desafios frequentemente enfrentados por pacientes, gestores, equipas de Recursos Humanos e responsáveis de benefícios, integra salvaguardas específicas que permitem às empresas carregar, de forma segura, as suas próprias políticas, garantindo que cada colaborador recebe orientação ajustada à sua realidade. Além disso, os recursos são selecionados e validados pelos parceiros especializados do "Working With Cancer", fornecendo respostas rigorosas e transparentes, ao mesmo tempo que evita os riscos associados a pesquisas de saúde
na internet aberta.
A sua arquitetura multi-agente, orientada para tarefas específicas, oferece orientação contextual a
pacientes oncológicos, gestores e colegas, respeitando sempre limites rigorosos que impedem qualquer forma de diagnóstico médico. A privacidade e o anonimato são princípios fundamentais: nenhuma informação é armazenada após cada sessão.
Uma campanha global que apela à ação das empresas
Com a crescente evidência de que o trabalho, quando existem as condições adequadas, está associado a melhores resultados de saúde para pessoas com cancro, o "Working With Cancer" está a lançar uma campanha global para incentivar mais empresas a assinarem o compromisso e ajudarem a estender estes benefícios a um maior número de colaboradores.
A campanha inclui um filme, criado pela Publicis Conseil, e apoiado por até 100 milhões de dólares em espaço de media pro bono doados por parceiros como Disney, Google/YouTube, Zeta Global, TikTok, NBCUniversal, Paramount, iHeartMedia, Westwood One, Clear Channel Outdoor, Captivate, Screenvision e NCM. A mensagem central é clara: os empregadores não são elementos periféricos na experiência do cancro — podem desempenhar um papel fundamental na recuperação, dignidade e qualidade de vida dos doentes.
Realizada por Kailee McGee, sobrevivente de cancro em estado IV e cineasta premiada, a campanha apresenta testemunhos de sobreviventes de todas as origens — incluindo CEOs, celebridades e colaboradores — que partilham como o facto de continuarem a trabalhar os ajudou a manter normalidade e sentido de controlo durante o tratamento.
Entre os participantes contam-se sobreviventes da Walmart, L’Oréal, Pfizer, Barclays, Accenture e Carrefour, entre outros.
Com fotografias de Sandro Miller, conceituado fotógrafo de retratos e também sobrevivente de cancro em estado IV, a campanha teve uma presença de grande impacto em Times Square, Nova Iorque, EUA, no dia 4 de fevereiro, assinalando o Dia Mundial do Cancro.
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