Presidenciais 2026: jovens abstiveram-se por desconfiança, desinteresse e baixa prioridade do voto

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Presidenciais 2026: jovens abstiveram-se por desconfiança, desinteresse e baixa prioridade do voto
13 de Março de 2026
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Estudo do IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing revela que obstáculos logísticos têm menor impacto na abstenção, que resulta sobretudo de fatores atitudinais e psicológicos.


A abstenção entre os jovens portugueses nas eleições presidenciais de 2026 está mais ligada a desinteresse político, desconfiança nas instituições e baixa prioridade atribuída ao voto do que a obstáculos práticos ou sociodemográficos, conclui o estudo “Participação eleitoral e abstenção entre os jovens em Portugal”, desenvolvido pelo IPAM.


Dos 694 jovens inquiridos, entre 18 e 24 anos, 86,6% afirmaram ter votado, enquanto 13,4% se abstiveram. O levantamento, divulgado em comunicado, revela diferenças marcantes entre votantes e abstencionistas em três dimensões centrais: interesse por política, confiança nas instituições e perceção da relevância da política para a vida quotidiana.


Principais conclusões do estudo:

  • Interesse por política: 68,2% dos votantes afirmam interesse, contra 36,6% dos abstencionistas; 35,5% destes últimos não se interessam por política.

  • Confiança institucional: 31,8% dos votantes confiam nas instituições, frente a 10,8% dos abstencionistas; quase metade destes últimos (48,4%) manifesta desconfiança.

  • Relevância da política: 72,7% dos votantes consideram a política relevante para a vida quotidiana, comparado com 44,1% dos abstencionistas.

  • Preferência por voto digital: 60,2% dos abstencionistas afirmam que votariam mais se pudessem votar online; 57% preferem voto eletrónico remoto.

  • Falta de identificação com candidatos: 54,8% dos abstencionistas sentem não se identificar com nenhum candidato.

  • Baixa prioridade atribuída ao voto: 48,4% dos jovens que não votaram tiveram outras prioridades, como trabalho ou estudos.

  • Desconfiança e afastamento político: 44,1% e 43% dos abstencionistas, respetivamente.

  • Obstáculos logísticos: apenas 16,1% apontam dificuldades práticas, como transporte ou horários, como motivo de abstenção.


O estudo conclui que a abstenção juvenil decorre principalmente de fatores estruturais relacionados com envolvimento político, representação e confiança nas instituições.


Para aumentar a participação, os investigadores recomendam que as entidades políticas reforcem a proximidade com os jovens e adaptem os mecanismos de participação às suas expectativas, incluindo a modernização do voto.


De notar que o levantamento foi realizado pelo IPAM – Instituto Português de Administração de Marketing, coordenado por Catarina Domingos e Isabel Machado, com 694 jovens residentes em Portugal, entre 18 e 24 anos, entre 10 e 25 de fevereiro de 2026, através de questionário online estruturado.

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