Portugueses querem cozinhar em casa, mas falta de energia e preço condicionam escolhas

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Portugueses querem cozinhar em casa, mas falta de energia e preço condicionam escolhas
4 de Novembro de 2026
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Portugueses querem cozinhar em casa, mas falta de energia e preço condicionam escolhas
Marco Silva
Coordenador Editorial Digital
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Estudo da ConsumerChoice revela que 82% dos inquiridos pretende manter este hábito. Conveniência, saúde e tradição cruzam-se nas decisões dos consumidores.

 

Cozinhar em casa continua a fazer parte dos planos de 82% dos participantes num estudo da ConsumerChoice sobre tendências na alimentação e gastronomia. Contudo, 55% admite nem sempre ter energia para o fazer, mesmo quando dispõe de tempo, e 44% considera ter pouco tempo para preparar refeições.

 

Apesar destas dificuldades, 59% dos inquiridos prepara uma refeição principal em casa pelo menos cinco vezes por semana. A procura de soluções práticas também marca as rotinas: 70% recorre a receitas rápidas ou com poucos ingredientes pelo menos uma vez por semana.

 

Para as marcas do setor alimentar, os resultados apontam para a relevância de propostas que conciliem facilidade de preparação, sabor e preço. O sabor é o atributo mais valorizado entre os aspetos avaliados, referido por 89% dos participantes. Já a saúde e o bem-estar surgem como os principais motivos de compra para 66%, seguindo-se o sabor, com 56%, e a poupança de tempo, com 28%.

 

O preço constitui, porém, uma barreira: 70% reconhece que limita a compra de produtos com os atributos alimentares valorizados no estudo. A despesa mensal média declarada em compras alimentares é de 198,74 euros por pessoa, enquanto os supermercados e hipermercados físicos foram utilizados por 95% dos compradores considerados na análise.

 

A gastronomia tradicional mantém um peso cultural significativo. Para 76% dos inquiridos, preparar estes pratos ajuda a preservar a identidade portuguesa, e 73% afirma consumi-los pelo menos uma vez por semana. Ainda assim, 62% considera que muitas receitas exigem demasiado tempo para o ritmo de vida atual e 61% entende que estão a perder presença no quotidiano.

 

Os fins de semana e as refeições em família surgem associados ao consumo destes pratos. Neste contexto, a simplificação dos métodos de preparação apresenta-se como uma possível oportunidade para aproximar a tradição das exigências de conveniência.

 

Entre as soluções práticas, 39% dos participantes inclui as conservas nos produtos que mais compra. O atum lidera as preferências nesta categoria, referido por 98% dos consumidores de conservas.

 

Os resultados mostram, assim, uma intenção de manter a cozinha doméstica, acompanhada pela procura de soluções que reduzam o esforço e o tempo de preparação, sem comprometer o sabor ou agravar o orçamento.

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