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O estudo indica que o país poderá receber entre 31,1 e 34 milhões de hóspedes, totalizando entre 80,1 e 83 milhões de dormidas, com proveitos globais situados entre 6,6 e 7 mil milhões de euros.
Portugal deverá manter os níveis recorde de atividade turística nos próximos anos, de acordo com o Anuário de Tendências 2026 do IPDT – Tourism Intelligence, que assinala o 25.º aniversário da instituição.
“Após um 2024 excecional e 2025 em máximos históricos, 2026 deverá marcar uma fase de consolidação, com crescimento mais moderado e proveitos a refletirem a valorização contínua do setor”, afirma Jorge Costa, presidente do IPDT, citado em comunicado.
Com o turismo a representar atualmente mais de 10% do PIB nacional — quase o dobro face a 2014 — e gerando receitas próximas dos 30 mil milhões de euros, com um saldo da balança turística acima dos 20 mil milhões, o Barómetro do setor destaca a segurança, a estabilidade política e a confiança económica como os principais fatores que sustentam a competitividade de Portugal como destino (75% dos especialistas). Logo a seguir, são apontados a imagem e atratividade do país (68%) e a qualidade e diversidade da oferta turística (66%), enquanto a conectividade e a eficiência operacional foram referidas por 39% dos inquiridos.
Entre os principais desafios para 2026 estão as acessibilidades e mobilidade (48%), a escassez de recursos humanos qualificados (45%) e os riscos associados à instabilidade económica internacional (43%). A pressão turística em determinados destinos, mencionada por 32% dos especialistas, evidencia a necessidade de uma gestão mais eficaz dos fluxos de visitantes.
As prioridades estratégicas apontadas pelo setor passam pela requalificação e diversificação da oferta (41%), melhoria das infraestruturas e acessibilidades (27%) e valorização dos recursos humanos (25%), garantindo um crescimento mais equilibrado e sustentável.
O Anuário identifica ainda 10 tendências de viagem para 2026, incluindo autocuidado e regeneração, turismo literário, desintoxicação digital, procura de silêncio e refúgio, valorização do quotidiano, autenticidade local, desporto como motivação cultural, viagens como teste das relações e rituais de transição pessoal, além do uso da inteligência artificial para personalização das experiências.
Para promover um turismo mais consciente e equilibrado, o IPDT propõe o conceito de “Turismo de Coexistência”, baseado no equilíbrio entre visitantes, comunidades e território, incentivando estadias mais conscientes, gestão eficiente de fluxos e redistribuição de benefícios. Atualmente, o setor emprega 339 mil pessoas (6,5% do emprego), reúne 51,2 mil empresas e conta com 57% de mulheres em atividade. Entre 2020 e 2024, 110 mil novos profissionais concluíram formação no setor, reforçando a capacitação da mão-de-obra turística nacional.
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