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A opinião de Miguel Caeiro
PARTILHAR, um verbo difícil que veio para ficar.
2 de outubro de 2018
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PARTILHAR, um verbo difícil que veio para ficar.
Miguel Caeiro
Co-Founder e CEO SKORR

A propriedade, posse, património, são conceitos e realidades cada vez mais distantes nesta nova economia.


Fruto de um conjunto de alterações de ordem económica, tecnológica, social e educacional, muitos mercados têm visto transformações radicais na sua forma, modelo, escala e público alvo.

Em muitas sociedades assistimos a uma evolução da vontade de deter, da propriedade dos bens para uma vontade mais descomplicada de querer usufruir dos serviços e benefícios que esses mesmos bens proporcionam. A transformação que isto origina nos modelos de negócios de muitas empresas é verdadeiramente catastrófico.

Se para as gerações nascidas já neste século isto é uma realidade absolutamente natural, lógica, racional, ecológica e sustentável, já para as gerações anteriores trata-se de uma postura diametralmente oposta à vivida por décadas, contrária aos hábitos enraizados, contrário às tradições familiares e aos ensinamentos ancestrais.

O TER representava mais do que o FAZER/USUFRUIR. A ociosidade dos bens era irrelevante, porque eram “meus”, “teus”, “dele”.

Dividir, partilhar, emprestar, alugar, usufruto, são conceitos que enfrentaram, por muito tempo, muitas barreiras e resistência.

Nada como ter casa própria, carro próprio, casa de férias, bicicletas, mesmo que em alguns casos a utilização se desse apenas em alguns, poucos, dias por ano, diriam alguns.

Pois a chegada de rompante, sem pedir licença e muitas vezes sem mesmo ter legislação e regulamentação preparada, do novo conceito de partilha veio, não só para ficar, mas acima de tudo para revolucionar mentalidades, hábitos e tradições, e criar uma nova economia, a economia da partilha.

Esta nova economia de partilha veio também evidenciar, de forma gritante e provocadora, a ociosidade da grande maioria dos bens, sejam eles imóveis, móveis, de maior ou menor porte. Quando somos levados a refletir, a racionalizar sobre a efetiva utilização de alguns itens, menores ou maiores, ficamos de facto espantados com a baixíssima utilização de alguns deles. Não só poderiam estar a permitir a utilização por outros, como, acima de tudo demonstra que não é necessária a posse, a propriedade para poder usufruir do serviço por eles proporcionado.

Nesta nova economia a posse, a propriedade, tornam-se um “mal necessário” que alguém, uma empresa/entidade se encarregará, possibilitando depois uma prestação de serviços de usufruto desse bem aos cidadãos por um preço justo, mas acima de tudo, na exata medida da sua utilização.

Já não faz sentido termos a propriedade de um veículo se apenas o utilizamos em alguns finais de semana ou para alguns fins específicos, principalmente se existirem ofertas muito competitivas que ofereçam esse serviço de forma descomplicada, barata, com qualidade.

Hoje em dia em vez de comprar um carro podemos deslocarmo-nos de serviços tipo Uber ou Cabify, podemos alugar um carro guiado por nós por 15 min, uma hora, ou dias.

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Em vez de comprarmos uma bicicleta podemos utilizar as diversas espalhadas pelas cidades com tarifas ao minuto, e largá-las onde nos apetecer.

Em vez de comprarmos uma casa de férias podemos correr o mundo e ficar em ambientes familiares através de plataformas como o Airbnb.

Em vez de comprar DVD’s, CD’s ou outras formas de conteúdo permanente podemos recorrer a plataformas como Netflix, Spotify, Amazon e simplesmente ver/ouvir o que queremos, quando queremos, na quantidade e diversidade que queremos, por um módico preço mensal.

Em vez de contratar um recurso de programação, design, desenho, tradução, o que fôr, podemos contratar os melhores talentos por tarefa, por hora, independente de onde estejam geograficamente.

Em vez de comprar o jatinho ou o helicóptero, podemos simplesmente utilizar numa base horária, garantindo o acesso aos melhores equipamentos, tripulações e assistência.

Começamos mesmo a assistir a episódios bem mais corriqueiros como alugar uma hora de um berbequim, de um projetor, de um barbecue, de muitos outros itens que utilizamos muito esporadicamente e de que precisamos por um período curto.

Não tarda entraremos na economia de partilha de itens mais “sensíveis” ou onde é expectável uma resistência maior, como joias, eletrónicos, utensílios de cozinha, peças de mobiliário, equipamentos de lazer (Skis, pranchas, barcos, etc.…).

Mas não duvidem que a economia da partilha veio para ficar, e para aumentar de forma significativa a nossa qualidade de vida, o rendimento disponível, gerar novos relacionamentos e acima de tudo, para quebrar muitos paradigmas.

E você, partilharia o seu cão nos dias ímpares?

“Are we moving from a world where we’re organised around ownership to one organised around access to assets.” Anonymous

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